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Papo de Esporte 19/07/2016  08h27

Putin que pariu!

O lema maior do esporte é “o importante é competir!”. A frase centenária, dita por um bispo anglicano numa missa antes das Olimpíadas de Londres 1908 e adaptada pelo Barão de Coubertin, o criador das Olimpíadas modernas, é sempre evocado para justificar um atleta que não teve um bom desempenho, apesar de participar de uma grande competição. Porém, o mote foi fuzilado para dar vazão a propaganda governamental de Vladimir Putin, mandatário da Rússia.

Isso aconteceu nas Olimpíadas de inverno de 2014 em Sochi, na Rússia. A Agência Mundial Antidoping (Wada, na sigla em inglês) publicou um relatório confirmando a existência de um sofisticado esquema de manipulação do controle antidoping no evento referido. O documento de 103 páginas confirma as denúncias do ex-diretor do laboratório nacional antidoping russo, Grigory Rodchenkov, de que a manipulação de amostras tinha total apoio das autoridades locais. Um absurdo! Ou seja, os atletas russos competiram “turbinados”!

O documento aponta ainda que ao menos 100 amostras de urina teriam sido adulteradas em laboratório. Nenhum atleta russo foi flagrado em exames realizados durante competição, todavia, de acordo com o delator da fraude a Wada, pelo menos 15 russos que foram medalhistas teriam competido sob o efeito de substâncias proibidas. Só que o caso tem seus desdobramentos. O castigo veio.

No atletismo, a Rússia não vai participar das Olimpíadas visto que a Federação Internacional de Atletismo decidiu punir o país diante do "doping generalizado" no esporte e a incapacidade russa em reformar seu sistema de controle. O documento sobre Sochi coloca a Rússia na berlinda e o país pode ser banido das Olimpíadas 2016. A comunidade esportiva cobra providências imediatas e severas. Esportivamente seria importante essa medida para mostrar que não há tolerância para trapaças ou favorecimento, já que existe muita coisa envolvida.

Antigamente, as potências comunistas usavam o esporte para mostrar superioridade aos países capitalistas. A União Soviética era o exemplo maior, depois Cuba. Hoje a China. O esporte deve ser usado SEMPRE, como instrumento de transformação social, saúde, bem estar, lazer, e não propaganda política, afinal, se “essa propaganda” não for vitoriosa, perde o político que orquestra a falcatrua. Isso precisa ser mudado. Já! Porém, vale lembrar que a Copa do Mundo de Futebol de 2018 vai ser na Rússia! Putin que pariu!

Guilherme Lima - Professor, Jornalista e Radialista - Londrina - Paraná

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