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O Brasil vive uma mudança na cultura dos treinadores. Outrora três resultados ruins em sequência eram o pretexto para a troca de comandante. Hoje em dia, temos uma radical alteração nessa política. O grande ícone do processo é Tite, que mesmo sendo eliminado pelo poderoso Tolima-COL na Pré-Libertadores de 2011, foi mantido no cargo e conquistou o título brasileiro do mesmo ano. O trabalho frutificou tanto que o Timão foi o melhor time da primeira fase do Paulistão 2012 e se classificou com sobras na Libertadores.

Outro exemplo foi observado no Tubarão. Claudio Tencatti fez um primeiro turno abaixo do esperado, foi mantido no cargo e reagiu no segundo turno. Apesar do time fraquejar na “hora h”, ainda espera por um milagre para chegar a Série D.

Aliás, é curioso notar que, dos 20 clubes que a partir de maio vão lutar pelo título do Brasileiro da Série A, 13 mantiveram seus treinadores de 2011 para 2012: Atlético-MG, com Cuca, Corinthians, com Tite, Coritiba, com Marcelo Oliveira, Cruzeiro, com Vágner Mancini, Fluminense, com Abel Braga, Internacional, com Dorival Júnior, Palmeiras, com Felipão, Ponte Preta, com Gilson Kleina, Portuguesa, com Jorginho, Santos, com Muricy Ramalho, São Paulo, com Emerson Leão, Sport, com Mazola Júnior, e Vasco, com Cristovão Borges.

O interessante é que o Brasil demorou anos para ter esse entendimento de valorizar o trabalho do treinador, contudo, na Europa, que tinha essa visão até cerca de dois anos atrás, isso mudou. Lá, eles passaram a adotar a política do imediatismo de resultados. A Inter de Milão está no terceiro técnico nessa temporada, o novo rico Paris Saint Germain também mudou de comandante, além de na Alemanha, em que era inexistente a troca de treinadores durante uma competição, a dança das cadeiras já atingiu muita gente no certame 2011-2012.

Quem está com a razão? O trabalho a longo prazo ou o imediatismo de resultado? Essa eu deixo para você refletir e responder.

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