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O Brasil conquistou 17 medalhas nos Jogos Olímpicos de Londres, sendo apenas três ouros. O Governo Federal, maior patrocinador do esporte nacional, investiu cerca de R$ 2 bilhões na preparação dos atletas. Com isso, cada medalha custou R$ 118 mil aos cofres públicos. Valeu a pena?

A pergunta que não quer calar é: será que esse dinheiro chegou de fato aos atletas e seus treinadores, visando fazer intercâmbios, trabalho em tempo integral (sem a necessidade de ter outra profissão para ter salário) e afins? Ou será que o dinheiro ficou retido no Comitê Olímpico Brasileiro ou ainda na Federação ou Confederação de cada modalidade?

O que vimos em Londres foram os grandes nomes decepcionarem. Maurren Maggi, Fabiana Murer, futebol masculino (prata nesse caso foi frustrante), o bronze de Cesar Cielo teve gosto amargo, o hipismo ficou devendo, só para lembrar alguns. Porém, em toda Olimpíada nascem heróis. O boxe, que vive uma crise com o crescimento do MMA, teve sua redenção com os irmão Falcão e um bronze no feminino.

Arthur Zanetti abocanhou o ouro na Ginástica Artística, prova das argolas. Isso porque ele treina com aparelhos confeccionados pelo próprio pai, visto que o investimento no esporte é concentrado nos irmãos Hipólito e Daiane dos Santos, que está se aposentando. Outra medalha que foi uma boa surpresa foi no Pentatlo Moderno, com Yane Marques. Ela que é do interior de Pernambuco, trouxe um bronze dourado para o país.

Mesmo sem medalhas tivemos boas figurações no handebol feminino, basquete masculino e com o garoto Bruno Fratus, da natação, que logo em sua primeira Olimpíada, chegou em quarto. O Judô brilhou e foi o recordista de medalhas. O Vôlei, tanto de quadra quanto de praia, também serviu de sustentação para o quadro de medalhas do Brasil.

Agora o desafio é preparar o país, dentro e fora dos locais das disputas para 2016, posto que vamos sediar a maior festa esportiva do mundo. Para minimamente não fazermos feio, o investimento tem que ser em duas frentes: melhorar o incentivo e promover intercâmbios com os atletas de ponta em todas as modalidades e capacitar jovens de 13 a 16 anos de agora para que durante os Jogos, tenham condição de lutar por uma medalha.

A meta de medalhas para quem abriga as Olimpíadas precisa ser gigante, com pelo menos dez de ouro e trinta no total. Só assim para atingir o quanto mais melhor. Caso contrário vamos continuar comemorando bronzes e pratas e ver países como Coréia do Norte e Cazaquistão obterem melhor desempenho do que o Brasil.

Guilherme Lima é Coordenador de Esportes Rádio Brasil Sul 1290 AM
Jornalista   Mtb 8.940 PR - Londrina - PR
twitter: @lima_guilherme

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