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Papo de Esporte 29/07/2014  16h35

Ressaca dupla

Depois do quarto lugar na Copa do Mundro, a CBF foi bombardeada para fazer uma reciclagem no comando. O momento pedia renovação, novos ares, novas pessoas, nova mentalidade e novos jogadores. Porém, as escolhas feitas vão na contramão do clamor popular. Gilmar Rinaldi e Dunga chegam com muita desconfiança e não terão margem de tolerância.

A volta de Dunga é altamente inoportuna. Desde que deixou o comando da Seleção em 2010, ele só treinou o Inter e fez um trabalho razoável. Recusou convites de clubes e seleções e trabalhou na Copa de 2014 como comentarista de uma TV do México. Ranziza, mal educado e turrão, Dunga tem um perfil piorado no comparativo a Felipão, não tem simpatia e até o argumento usado para a sua contratação, a identificação com a camisa amarelinha, não cabe aqui, porque se imaginava um treinador mais atualizado com o mundo da bola.

Vá lá que os números de Dunga a frente da Seleção são expressivos, contudo, já teve seu momento. Era hora de Tite, Muricy ou algum NOVO nome. Não mais do mesmo. Na primeira passagem, Dunga convou muitos veteranos, não dialogou com a base e não deixou legado. Mano Menezes teve de começar do zero um trabalho e deu no que deu. O que garante uma mudança tão radical de postura em tão pouco tempo? Escolha errada.

No tocante ao Coordenador de Seleções, até a véspera do anúncio, Gilmar Rinaldi era empresário de atletas. Entrava em litígio com os clubes para defender os interesses de seus clientes. Que moral ele terá agora para pedir a um clube a liberação antecipada de um atleta convocado para a Seleção? Como será a escolha dos adversários dos amistosos e onde serão agendados? Claro que a CBF já tem um perfil mercantilista e não qualitativo para escolher oponentes em eventos teste, mas não era o momento de contratá-lo para o cargo. Tem tanta gente boa para isso: Cafú, Zico, Aldair, Taffarel, Zinho... Só para citar alguns.

Claro que o resultado no campo vai mostrar se a escolha foi a adequada ou não. Vamos torcer para que dê certo, todavia, os cargos deveriam e mereciam ser distribuídos a outras pessoas, disso sim, não tenho dúvida. A Copa da Rússia começa com ressaca dupla: da derrota na Copa no Brasil e na escolha dos profissionais que vão comandar a Seleção daqui em diante.

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