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Papo de Esporte 05/08/2010  16h14

Sem medo de mudar

Infelizmente, o continuísmo dos cartolas no Brasil atrapalha o bom andamento dos nossos clubes de futebol. Dirigentes se perpetuam no cargo, se apropriam das funções, ficam cada vez mais ricos e os clubes cada vez mais pobres. Quem não teve medo de mudar saboreia as conquistas recentes.

O Corinthians foi o primeiro deles. Com marketing inteligente, Ronaldo e títulos, o Coringão saiu da Série B e foi parar na Libertadores em um curto espaço de tempo. Agora foi a vez do Santos que trocou o milionário Marcelo Teixeira pelo inteligente Luis Álvaro de Oliveira. O resultado foi melhor do que se esperava em um curto espaço de tempo. Em oito meses de mandato, o presidente, sem dinheiro, mas cercado de boas idéias e de gente que conhece de futebol, transformou o Santos.

Desde 1968 o Peixe não era campeão estadual e nacional na mesma temporada. Com o aproveitamento de jovens da base, a volta de ídolos da torcida como Léo e Robinho e a presença de bons jogadores como Arouca e Edu Dracena, as conquistas chegaram. Não simples vitórias, mas vitórias com encanto, com alegria de jogar futebol.

Até quem não torce para o alvinegro praiano se rendeu ao futebol envolvente, bonito e que faz muitos (e belos) gols. O time leva muitos gols, é verdade, mas faz mais do que toma. Por vezes os meninos foram inconseqüentes, irresponsáveis e até dispersivos, mas os resultados chegaram. É uma geração vitoriosa. Dois campeonatos disputados, dois títulos.

Prova disso é que quatro jogadores do Santos foram convocados pelo técnico Mano Menezes. Robinho e André já foram embora, mas foram chamados jogando pelo clube. Há quanto tempo um time do Brasil não tinha quatro jogadores convocados simultaneamente para a Seleção? Mano Menezes já chegou sem medo de mudar. Teve ousadia para romper o pragmatismo de Dunga logo na primeira lista.

Como você pode conquistar algo diferente fazendo as mesmas coisas? No futebol, assim como na vida, temos, às vezes, que mudar para alcançar metas e sonhos. Basta romper com essa história de três zagueiros, três volantes e esquemas táticos que primam pela marcação e força física. O Santos deu uma lição ao mundo da bola ao provar que é possível ser competitivo, jogar bonito e vencer.

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