Digite pelo menos 3 caracteres para uma busca eficiente.

A CBF reparou o erro e trouxe Tite. Depois de perder dois anos com Dunga, com fiascos em duas Copas Américas e nas Eliminatórias, Tite vem para ser bombeiro, reconquistar o torcedor e tentar fazer o Brasil ter um time forte.

Bombeiro porque está pegando fogo o time Brasil. Não há um líder, não tem padrão de jogo e as convocações não tem coerência. Tite chega com a missão de escolher um grupo, definir um time e imprimir sua marca. Conhecimento, franqueza e senso coletivo, as marcas que o treinador vai buscar implantar na Seleção.

A missão de reconquistar o torcedor virá com duas frentes: resultado em campo e padrão de jogo. Torcedor não é bobo e sabe bastante de bola. Reconhece a entrega, identifica quem “está querendo” e percebe quem “dá migué”. Com Tite, nenhum jogador vai ter regalias. Inclusive Neymar. O grupo prevalece para que brilhe o individual e não o oposto. Isso é profissionalismo. Organização.

Para ter um time forte, os melhores tem que ser convocados, sejam eles quem forem, de onde jogarem e de qualquer idade. Tem que parar de pensar a longuíssimo prazo. O foco é 2018 e urgente, caso contrário, Copa da Rússia só por TV. Marcelo e Thiago Silva brilham na Europa. Nada que uma boa conversa resolva.

Tite tem respaldo, era um clamor popular e agora precisa de apoio para obter resultados. Se, por ventura, o impacto necessário não vier, ele é a última esperança. Vem com status de “salvador” e tem condição de ser. Mas vai precisar que os jogadores joguem. Afinal, não se faz limonada sem limão. Com dois anos de atraso, o planejamento pós 7x1 finalmente começa no intuito de fazer o Brasil ser, de novo, Brasil.

Guilherme Lima - Jornalista - Londrina - PR

Comentários:

Seja o primeiro a comentar!


Deixe seu comentário:

Aceita receber as novidades do Jornal União em seu e-mail?
* todos os campos são obrigatórios