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Ganhar uma partida no futebol (ou no esporte) é ótimo e é a meta basilar na disputa. Conquistar um campeonato ou um torneio é para poucos, afinal, dentre todos os participantes somente um será o dono da taça. Agora ser campeão invicto, isso realmente pouquíssimos conseguem. Na recente história do futebol dá para contar nos dedos quem obteve a honraria. Em 2012 dois times escreveram seus nomes na história como campeões invictos de grandes competições: Corinthians e Palmeiras. Cada um a sua maneira.
Diferentemente do Paulista e do Brasileiro, o Palmeiras sobrou na Copa do Brasil. Fez gol em todos os jogos, apesar de Betinho e Mazinho nas finais, teve força para suportar pressão nos jogos fora e deu provas de elenco unido mesmo sem Barcos e Valdívia no jogo decisivo. Felipão reconquistou o respeito nacional ao possibilitar ao Verdão um título de expressão 14 anos depois. De brinde a vaga na Libertadores 2013.
Apesar da conquista é inegável que nem o mais otimista palmeirense esperava pelo feito. Depois da aposentadoria de Marcos, o pessimismo tomou conta do Palestra Itália. O reforço mais caro, Wesley, se machucou logo nos primeiros jogos e só volta no fim do ano. As dificuldades serviram para mostrar o trabalho muito bem feito de Felipão, que teve a competência de ganhar do Grêmio em Porto Alegre e segurar o ímpeto do Coritiba na final. Novesfora o título, no Brasileiro é de se esperar que brigue para não cair ou fique do meio para baixo na tabela. E para a Libertadores precisa reforçar o time em todos os setores se não quiser fazer feio.
Do lado corinthiano nasceu um campeão invicto e foi sepultada uma piada. De maneira incontestável, o Timão foi liquidando um a um seus adversários e materializou seu maior sonho. O grande diferencial na conquista foi o modo de jogar. Não houve um grande jogador. Cássio, Romarinho (quem diria!) e Emerson Sheik foram decisivos, contudo, o que se viu foi um time sólido, entrava um e saia outro, o jeito de jogar era o mesmo. Com uma defesa intransponível e um ataque eficiente, o Corinthians foi insuperável e mereceu o caneco. 
Para o Mundial de Clubes no Japão, a tendência é de mudança na maneira de jogar após a contratação do centroavante peruano Paolo Guerrero, que foi artilheiro da última Copa América na Argentina. É um grande jogador, sem dúvida e no papel o time está melhor, porém, alterar o esquema vitorioso nessa altura dos fatos é perigoso para a tentativa do Bi mundial. Na zaga, sem Leandro Castán, que foi para a Roma, Paulo André e Wallace tem totais condições de manter o padrão. No meio o argentino Martinez deve suprir a saída de Alex.

Durante o Brasileirão, a ordem é descansar o elenco para evitar contusões e utilizar o mês de agosto e setembro para fazer testes e ajustes no time. A partir de outubro, visando dar ritmo de jogo e mais conjunto a nova forma de jogar, o Corinthians precisa escalar força máxima para chegar afiado no Mundial de modo a não repetir a lambança feita pelo Santos, que abandonou o Brasileiro, chegou sem ritmo no Japão e foi humilhado pelo Barça de Messi. E por falar em Mundial, quem acha que o Chelsea será moleza, basta lembrar que ele tirou o Barcelona e foi campeão em Munique diante do Bayern.

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