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Especial Copa/Direto de Johannesburgo/África do Sul

Olá amigos! Estou na África do Sul trabalhando na Copa do Mundo pela Rádio Brasil Sul. Ao meu lado, Vanderlei Rodrigues, Odair José, Cleber Pontes e Ted Perez. E a impressão inicial é ótima. Estou em Johannesburgo, uma cidade com mais de três milhões de habitantes. A cidade é limpa, tem avenidas largas, poucos prédios e um povo muito alegre. Receptivos, os sul-africanos são divertidos e adoram brasileiros. Nosso uniforme de trabalho tem a bandeira do Brasil e os nativos daqui fazem uma festa quando nos encontramos. Não há animais nas ruas nem tanta insegurança.

A temperatura é agradável durante o dia mas esfria, e muito, a noite. Até umas 17h40, a temperatura fica em cerca de 20 graus. Porém, quando chega a noite, um vento gelado esfria tudo. Aqui o estilo de vida é inglês. O transito é o inverso do nosso. O motorista fica a direita e tudo no Brasil que se remete à esquerda, na África do Sul fica a direita. A todo momento, o Mduduzi, motorista da Van da Rádio Brasil Sul, parece que está na contra mão. É uma impressão muito ruim. E por falar em trânsito, acho que o brasileiro é muito pobre. Nem a redução do IPI ativou o consumo de carros de grande valor. Por aqui, o que mais se vê nas ruas BMW, Mercedes Benz, Audi e assim por diante. Claro que existe Corsa, Palio, Astra, Kadett (quatro portas) e outros, todavia é impressionanante o volume de carros de luxo, que custam em média por aqui R$ 100 mil. Mais barato do que aí.

Comida. Tem de tudo, para todos os gostos, todos os bolsos e todos os paladares. Há uma grande mistura entre o doce e o salgado. No nosso hotel aqui na terra de Nelson Mandela, eu tive que pedir para a chefe de cozinha para que servisse primeiro os pratos salgados e depois os doces. Por aqui, o café da manhã é ao estilo inglês, com omelete, bacon, salsicha e afins. Porém, eles comem também muito cereal e aveia. E iogurte. Mas eles misturam tudo isso, tipo omelete com iogurte e assim por diante. Daí já viu o que ocorre com o estômago... Por isso a nossa intervenção. Tem restaurantes do mundo tudo, carnes exóticas (tem rodízio de zebra, girafa, gnu, você toparia?), pizzas, lanches e outras guloseimas a sua escolha.

Sobre a segurança, vejo muitos policiais, muitos voluntários, muita tranquilidade. Óbvio que como toda grande cidade, Johannesburgo tem problemas, mas estão bem maquiados por causa da Copa. O principal problema é o transporte público, que praticamente não existe. Ônibus, só de bairro em bairro, e nem mesmo os nativos usam, por ser inseguro. Táxi é um tiro no pé. Caríssimo. Metrô está na maquete. E os trens são mais usados para carga. Por isso, duas soluções: alugar um carro (você toparia dirigir na mão inglesa?) ou locar uma Van (mais seguro). Mototáxi não vi nenhum. Como as ruas são largas e bem sinalizadas, existem poucos engarrafamentos. Mas existem.

O salário mínimo é R$ 300. Mas ao que parece, o poder de compra é muito superior ao nosso, vide os carros de luxo em demasia nas ruas. Nosso local de trabalho, o centro de imprensa, fica longe do centro. Uns 50 km. Estamos na região de Soweto, área emblemática do condenável regime de segregação racial. O que é espantoso é o número de portugueses e indianos que encontramos nas ruas. Muito mesmo. Fui no Soccer City, estádio que fica ao lado do nosso posto de trabalho e fiquei boquiaberto. É superlativo em tudo. Grandiosidade, segurança, modernidade e conforto. Como o futebol não tem muita adesão por aqui, vai ficar para o rúgbi (um futebol americano mais bruto).

A bola rola e por aqui opiniões sobre o campeão surgem aos montes. Nessa ordem: Brasil, Inglaterra e Argentina, os favoritos. Lista de decepções: Itália, Alemanha e África do Sul, que vai do céu ao inferno, dependendo de quem você ouve. O repórter Ted Perez entrevistou o tri campeão do mundo, Tostão, e o setorista da Seleção Brasileira da TV Globo, Mauro Naves e eles deixaram, nas entrelinhas, transparecer uma desconfiança quanto ao sucesso. O banco não está a altura dos titulares. Quero agradecer o carinho de todos que estão nos acompanhando, mandando mensagens de apoio, orando e torcendo para ue seja feito um grande trabalho. Obrigado mesmo e Deus retribua em dobro. Temos que torcer para ninguém se machucar. Você pode ouvir nosso trabalho por meio do www.radiobrasilsul.com.br ou no www.blogdacopa.blogspot.com ou também no seu radinho, no 1290 AM.

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