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Papo de Esporte 02/08/2011  08h00

Voltas

Quem esperava ver uma final Brasil x Argentina decidindo a Copa América teve que se contentar com um duelo entre Paraguai e Uruguai. E o time de Forlán mostrou ao mundo que a evolução conquistada na última Copa do Mundo não foi uma brisa de verão. Apresentando um futebol consistente e coletivo, a equipe de Oscar Tabarez ganhou com justiça a competição.

O goleiro Muslera birlhou na decisão por pênaltis contra a Argentina, ao defender o chute de Tevez, além de claro, já ter segurado a pressão durante o jogo. Foi fundamental. Na zaga, Lugano comandou a retaguarda com muita valentia e disposição. No meio, apesar de violento, Diego Perez é aquele tipo de jogador que todo time precisa ter: marca muito e não dá espaços para os destaques do adversário.

Ainda o time conta com dois atletas no ataque que se completam: a velocidade e o oportunismo de Suarez (escolhido o craque da Copa América) e a qualidade e a inteligência do líder Forlán. O Uruguai provou que, quando o coletivo é sólido e bem distribuído, o brilho individual aparece com maior intensidade. Quarto colocado na última Copa e Campeão continental, a equipe já está garantida na Copa das Confederações 2013 e voltou a ser considerada grande no cenário internacional.

Já o Brasil decepcionou. Mano Menezes foi confuso com seu sistema engessado, que limita a individualidade. Só que o diferencial do Brasil sempre foi o improviso, a capacidade de criar, de tirar um coelho da cartola. Mano puniu a Seleção definindo funções. Neymar foi ponta fixo, Ganso armador recuado, Robinho ponta-de-lança e Pato centroavante. Funções que eles não desempenham nos seus times. E que sem tempo de treino, não renderam.

Claro que contra o Paraguai o goleiro Villar pegou até pensamento, mas nada justifica perder quatro pênaltis. Faltou compromisso. Faltou respeito. O Brasil ficou devendo, assim como a Argentina. Os outros evoluíram, sem dúvida, o futebol se modernizou. Agora nós estamos ficando parados no tempo. Temos grandes jogadores, todavia não temos time. E não é criando esquema tático que se ganha com jogadores habilidosos. É preenchendo espaços sem a bola e com a posse da pelota a ordem tem que ser: jogue o que você sabe. Isso é Brasil.

Seja nosso mano, Mano. Não dificulte as coisas. Ano que vem tem Olimpíadas. Se o Ouro não for conquistado, creio que a troca de técnico será inevitável. Muricy, Felipão e Luxemburgo, dentre outros, estão só aguardando. E além do Uruguai, outro que está voltando é Ronaldinho Gaúcho. E esse se encaixa perfeitamente no perfil que gosto de ver na Seleção. Até por merecimento e momento, creio que o namoro vai dar casamento. E aí seria a vez do Brasil voltar a ser Brasil.

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