Digite pelo menos 3 caracteres para uma busca eficiente.

Balanço do governador Ratinho Junior sobre as ações no primeiro ano de mandato destacou medidas que precisaram passar pela Assembleia Legislativa em uma importante parceria em prol do Paraná. Coube à Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) dar a tramitação, análise e celeridade a essas propostas que tiveram e terão impacto em vários setores da vida dos paranaenses.

“Como o filtro constitucional de todas as propostas que tramitam pela casa, a CCJ analisou muitos projetos importantes enviados pelo governo. Iniciativas modernas, inovadoras e outras também austeras, mas necessárias para manter o saneamento do estado”, analisou o presidente da CCJ, Deputado Delegado Francischini.

“O primeiro ano (de governo) é sempre de ajustes, de organizar a equipe, de colocar de pé aquilo que queremos construir. Acredito que foi um bom ano. Enxugamos a máquina pública, cortamos de 28 para 15 secretarias, congelamos o salário do primeiro escalão, cortamos cargos comissionados e mordomias como as aposentadorias dos governadores”, citou o governador.

Tanto a reforma administrativa como o fim do benefício aos futuros ex-governadores chegaram cedo neste ano inaugural da 19.ª Legislatura. “Realizamos, inclusive, uma Audiência Pública, com representantes de vários setores para debater o tema que acabou se tornando lei no estado”, relembrou Francischini. Mais recentemente o STF suspendeu a aposentadoria também a quem já recebia.

“Além disso, implementamos o compliance, que é uma metodologia administrativa moderna, que faz a prevenção de desvios de conduta. Também foi um ano de pacificação política. Tivemos uma parceria muito produtiva e harmoniosa com a Assembleia Legislativa e com os demais poderes”, avaliou o Ratinho Junior.

Francischini foi o relator de outra proposta importante, o Banco de Projetos. “Abdiquei a presidência para relatar essa iniciativa bastante relevante para o estado, com a autorização de empréstimo de R$ 1,6 bilhão para obras de infraestrutura e segurança com reflexo em todas as regiões do Paraná”, explicou.

O governador explicou que o estado está fazendo um grande planejamento de infraestrutura. “Não havia projetos de pontes, de duplicações, de trincheiras, de terceiras faixas. O banco foi pensado para que possamos elaborar projetos e começar as obras”, afirmou.

Também foi aprovada a reforma da previdência, nos mesmos moldes da reforma federal. “Ninguém gostaria de cortar benefícios, mas não podemos nos iludir, jogar para a torcida e fazer como outros estados que hoje estão com salários atrasados, por exemplo”, ponderou Francischini. “Para diminuir o impacto aos mais pobres, os deputados fizeram uma emenda para que a tributação recaia em cima apenas de quem recebe acima de três salários mínimos, e não um salário, como estava previsto”, explicou.

“Não existe governo sem servidor, nem servidor sem governo. Pagamos as promoções e progressões para as categorias, e em janeiro vamos dar um aumento de 2%. Há quatro anos não havia reposição. Minha função é ser guardião do orçamento. O que não quero que aconteça com o Estado, nem com os servidores, é não pagar em dia, não pagar os aposentados, pagar o 13.º em 18 ou 12 parcelas, emprestar dinheiro para a folha. Não vou deixar isso acontecer. Minha preocupação é com os 11 milhões de paranaenses que precisam de emprego”, completou o governador.

(Fernando Francischini)

Comentários:

Seja o primeiro a comentar!


Deixe seu comentário:

Aceita receber as novidades do Jornal União em seu e-mail?
* todos os campos são obrigatórios