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A cada ano, as cooperativas reforçam sua posição de destaque na economia do Paraná. Segundo dados do Sistema Ocepar elas faturaram R$ 41 bilhões no primeiro semestre de 2019. O número representa um crescimento de 8% em relação aos seis primeiros meses de 2017 e 2018. As 222 cooperativas registradas no Sistema Ocepar ainda contabilizaram altas de 1,3% nos ativos, 9,56% no número de funcionários e 12% na quantidade de cooperados, além de sobras de R$ 1,7 bilhões (crescimento de 58,9%).

O crescimento do setor cooperativista está embasado em dois pilares: a constante capitalização e investimentos do setor.  

Tanto que a previsão do setor é investir R$ 2,14 bilhões na safra 2019/2020, sendo que 56% desse montante será em agroindústria, 34% em infraestrutura e 11% em serviços estratégicos. “Parte dos recursos para investimentos será tomado junto a instituições financeiras, entre as quais o BRDE, que vem sendo um parceiro importante do setor cooperativista em sua rota de crescimento”, afirma o presidente do Sistema Ocepar, José Roberto Ricken.  

O papel das cooperativas agropecuárias é organizar atividades econômicas, por meio do modelo de associativismo. Com o fortalecimento de suas atividades, houve no Paraná um estímulo ao aumento da produção e uma melhora no poder de negociação, com condições comerciais mais justas para o produtor rural.

 Para crescer e propiciar uma melhoria na renda do produtor, é fundamental que as cooperativas tenham acesso ao crédito. O Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE) tem 60% de sua carteira vocacionada para agricultores e agro- indústrias. Somente até agosto de 2019 o BRDE financiou R$ 257 milhões às cooperativas paranaenses e seus cooperados. Mesmo atuando somente em três estados, o BRDE é o maior operador do Programa de Desenvolvimento Cooperativo (Prodecoop), do BNDES. Além deste, também financia cooperativas por meio do Programa para Construção e Ampliação de Armazéns (PCA), criado também pelo BNDES. De janeiro a agosto de 2019, o BRDE financiou R$ 169 milhões por meio dessas duas linhas de crédito.  

“O acesso coletivo às linhas de crédito permite que os agricultores associados a cooperativas se fortaleçam com segurança, por meio da economia de escala. Com o apoio das cooperativas, o pequeno produtor rural cooperado consegue, por exemplo, exportar parte de sua produção, chegando a mercados que nunca chegaria, caso atuasse sozinho”, ressalta o diretor de Operações do BRDE, Wilson Bley Lipski. 

Ao organizar as atividades dos produtores, as cooperativas permitem ainda melhores condições em todas as etapas do processo de produção. “A liquidez propiciada pelos recursos de longo prazo do BRDE reforça o poder financeiro dos produtores e cooperativas para compra de insumos com antecedência, para redução de custos. Além da importância de suportar gastos e redução de receitas nos períodos de entressafras”, conclui Bley.

O que o Prodecoop financia?

Estudos e projetos; aquisição, transferência e absorção de tecnologia; obras civis e outros investimentos fixos; despesas de importação; capital de giro e projetos de industrialização de produtos prontos para o consumo humano.

O programa apoia cooperativas e cooperados. 

O que o PCA financia?

O PCA financia projetos de ampliação, modernização, reforma e construção de armazéns destinados à guarda de grãos, frutas, tubérculos, bulbos, hortaliças, fibras e açúcar.

O programa apoia cooperativas e produtores rurais, sendo pessoas físicas ou jurídicas.

Renata Todescato/Asimp

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