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A Copel divulgou ontem (03) o resultado da chamada pública 2018 para projetos de eficiência energética dos clientes da distribuidora. Serão investidos quase R$ 40 milhões para financiar a implantação de medidas de economia de energia para 42 clientes residenciais, industriais, comerciais e instituições públicas.

O resultado da chamada 2018, publicado ontem (03), está disponível aqui www.copel.com/hpcopel/root/nivel2.jsp?endereco=%2Fhpcopel%2Froot%2Fpagcopel2.nsf%2Fdocs%2F7235B37FBCDDA5EA032573FB0065CAE0

A próxima chamada está prevista para agosto.

As chamadas públicas são lançadas anualmente pela Companhia desde 2005, integrando o Programa de Eficiência Energética da Copel, que é feito de acordo com a regulamentação da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).

Todos os clientes pessoa jurídica da distribuidora podem participar. Para isso, é necessário apresentar um diagnóstico energético da unidade consumidora, ou seja, um projeto que contemple a maneira como é utilizada a energia (como iluminação, motores, condicionamento ambiental, equipamentos elétricos, etc.), o percentual da participação de todos os elementos no consumo total e o que pode ser feito ou substituído para otimizar o gasto energético.

“Os projetos são analisados a partir de critérios técnicos e recebem uma pontuação. O que mais impacta nisso é a relação custo-benefício do projeto”, explica o gerente do Departamento de Gestão da Inovação da Copel Distribuição, Gustavo Klinguelfus.

Segundo ele, basicamente o que define essa conta é a avaliação do custo dos equipamentos diluído ao longo da vida útil. “E o benefício é a economia gerada, além da redução da demanda em horários de ponta”, acrescenta. Uma vez aprovado o projeto, a Copel financia os custos de implantação.

Modalidades

Existem duas modalidade de contrato. Uma delas é a fundo perdido, em que o consumidor não precisa devolver para a Copel o valor investido para implantação do projeto. “Esta modalidade é restrita a projetos do poder público, de iluminação pública, serviços públicos - desde que não haja participação de capital majoritariamente privado -, áreas comuns de condomínios residenciais, instituições filantrópicas e assistenciais”, diz Klinguelfus.

A outra modalidade é por contrato de desempenho, em que o cliente devolve para a distribuidora o valor desembolsado para implantação do projeto, porém, de forma gradativa e sem juros. “Após a conclusão do projeto, o consumidor devolve mensalmente os valores investidos pela distribuidora de forma proporcional ao resultado obtido. O grande benefício é que o valor que o consumidor gastaria na implantação, que ele na verdade não desembolsou, se reverte na vida útil dos equipamentos que ele agora tem”, afirma. As trocas incluem de lâmpadas a equipamentos mais ‘gastadores’, como os de ar-condicionado - entre tantas outras possibilidades. “Os projetos podem contemplar até mesmo instalação de painéis fotovoltaicos para geração distribuída”, diz Gustavo Klinguelfus. Embora esta não se caracterize necessariamente pela diminuição do consumo, e sim pela mudança na fonte geradora, ela significa redução nos gastos com energia, uma vez que o consumidor passa a produzir parte ou a totalidade de sua própria demanda.

Chamada

Todas as concessionárias de energia elétrica devem aplicar anualmente o valor equivalente a 0,5% de sua receita líquida operacional em um fundo de eficiência energética, regulado pela Aneel. Esse fundo é usado para executar projetos de eficiência energética em instalações de consumidores, que podem ser condomínios, instituições de ensino, clubes, indústrias, comércios, órgãos públicos, iluminação pública, entre outros.

Para quem planeja apresentar um projeto de eficiência energética este ano, a próxima chamada pública deve ser aberta em agosto, contemplando um montante total de R$ 50 milhões para financiamento dos projetos.

Condomínio economiza R$ 85 mil com painéis solares da Copel
Entraram em operação os painéis solares fotovoltaicos instalados por meio do Programa de Eficiência Energética (PEE) da Copel no Condomínio Parque Arvoredo, localizado no bairro Xaxim, em Curitiba.

É a primeira usina solar fotovoltaica instalada pela Companhia por meio de PEE. Foram implantados 243 painéis com selo Procel de eficiência energética em 9 das 11 torres do condomínio residencial.

O valor destinado para a viabilização do projeto também abrangeu a modernização de 665 pontos de iluminação, com a troca de lâmpadas convencionais por LED.

São cerca de 2.800 moradores beneficiados por um sistema fotovoltaico que abastece a área comum do condomínio e com capacidade total de 81 kWp, que deve gerar 104,87 MWh/ano - uma economia superior a R$ 85 mil por ano.
O projeto foi selecionado por meio da Chamada Pública Copel 001/2016 e recebeu R$ 651 mil, que foram repassados ao condomínio para a implantação.

AEN

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