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A Companhia Paranaense de Energia (Copel) está com diversos projetos em andamento e mira em 2016 um investimento recorde de R$ 3,1 bilhões, segundo o seu presidente, Luiz Fernando Leone Vianna. Os setores mais beneficiados com os aportes serão os de geração e transmissão. “Estamos destinando R$ 1,69 bilhão aos empreendimentos de usinas e linhas de transmissão. Na distribuição, serão R$ 570 milhões até o final de 2016″, detalhou. O executivo também falou sobre os planos da empresa participar de leilões para projetos solares em breve. 

Vianna afirmou que a Copel está fazendo estudos para projetos de usinas fotovoltaicas no Paraná e no Rio Grande do Norte. A propósito, a empresa de energia tem outro projeto em andamento no estado nordestino: trata-se do Complexo eólico Cutia, que terá 312,9 MW de capacidade. “As obras do Complexo Cutia estão dentro do cronograma planejado. A construção começou neste ano e, até o final do primeiro semestre, foram investidos R$ 327,8 milhões”, revelou. Já no Paraná, a Copel quer ampliar o uso de gás no estado, e planeja importar gás natural liquefeito (GNL) e construir um terminal de regaseificação na região litorânea. “Os projetos ainda estão em desenvolvimento. A expectativa inicial é de conclusão dos estudos ambientais e de viabilidade até 2018“, concluiu.

A Copel está estudando a possibilidade de instalar um terminal de regaseificação de GNL no porto Pontal do Paraná?

Estamos estudando a expansão do uso do gás no estado, e uma das possibilidades seria a importação de GNL via Porto de Paranaguá. Se no futuro isso se concretizar, aí seria necessária a implantação de um terminal de regaseificação no litoral.

Quando este projeto deve estar pronto? Quando deve entrar em operação?

Os projetos ainda estão em desenvolvimento. A expectativa inicial é de conclusão dos estudos ambientais e de viabilidade até 2018.

A Copel investiu R$ 1,85 bilhão no primeiro semestre. Até o final deste ano, quanto a empresa pretende investir?

A previsão é aplicar um investimento recorde de R$ 3,1 bilhões em 2016.

Qual setor receberá a maior quantidade de aportes?

A área com maior aporte de investimentos é geração e transmissão. Estamos destinando R$ 1,69 bilhão aos empreendimentos de usinas e linhas de transmissão. Na distribuição, serão R$ 570 milhões até o final de 2016. Na área de energias renováveis, estamos aplicando R$ 720 milhões em 28 parques eólicos no Rio Grande do Norte. E ainda temos a Copel Telecom, braço de telecomunicações e internet da Copel, que está investindo R$ 146 milhões neste ano.

Quais são os principais projetos em execução na área de geração e transmissão? Quando estas iniciativas serão concluídas?

Na área de geração, os principais empreendimentos são a Usina Hidrelétrica Colíder, no Mato Grosso do Sul (300 MW), e a hidrelétrica Baixo Iguaçu, no sudoeste do Paraná (350,2MW). A hidrelétrica Colíder deve entrar em operação em junho de 2017 e a Usina Baixo Iguaçu, em 2018.

Especificamente sobre o Complexo eólico Cutia, no Rio Grande do Norte: quanto já foi investido no projeto? Como está o andamento das obras?

As obras do Complexo Cutia estão dentro do cronograma planejado. A construção começou neste ano e, até o final do primeiro semestre, foram investidos R$ 327,8 milhões. A previsão é totalizar R$ 600 milhões de investimentos no complexo somente em 2016.

A empresa tem planos de continuar ampliando sua capacidade de geração eólica no longo prazo?

Sim. A Copel foi uma das pioneiras no estudo da exploração da energia dos ventos para gerar eletricidade no Brasil e aposta no potencial de crescimento da geração de energia a partir de fontes alternativas. Foi por isso que, em 2013, criamos uma subsidiária específica para gerir os negócios neste segmento, a Copel Renováveis. Para se ter uma ideia, somente em 2015 foram inauguradas mais de 100 usinas eólicas no Brasil, com um investimento que ultrapassou R$ 19 bilhões, segundo a Associação Brasileira de Energia Eólica (Abeeólica), o que demonstra o potencial de crescimento da geração eólica no país.

E em relação à energia solar? Quais são os planos da empresa para esta fonte no médio e longo prazo?

Estudamos participar de leilões para projetos solares em breve. Estamos estudando a publicação de chamadas públicas para formar parcerias em projetos solares fotovoltaicos que sejam competitivos. A Copel também está desenvolvendo estudos para projetos de usinas fotovoltaicas no Paraná e em áreas próximas às usinas eólicas que já temos no Rio Grande do Norte. Além disso, estamos trabalhando para estruturar um modelo de negócio para participação da Copel no segmento de geração distribuída.

Davi de Souza/petronoticias.com

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