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A Copel vem registrando aumento do número de casos de desligamentos por conta de objetos estranhos na rede, entre eles, as pipas. Nesta época do ano, balões também são responsáveis por causar transtornos ao fornecimento de energia e, principalmente, por colocar em risco a segurança das pessoas.  

De janeiro e maio deste ano foram 798 casos de interrupções por conta de objetos estranhos nas redes da Copel no Estado, contra 434 no ano passado. O levantamento inclui linhas onde se perceberam as maiores variações, localizadas em Curitiba e região metropolitana e em alguns municípios do interior. 

Nas regiões contabilizadas - que incluem a capital e cidades como Colombo, Londrina, Castro, Candói e Ponta Grossa - o aumento de 84% entre 2019 e 2020 se mostra atípico. Se comparado a outros anos ainda, 2020 já teve mais casos que no mesmo período em 2018, quando foram registradas 524 interrupções; 2017, com 558; e 2016, quando houve 586 desligamentos nos cinco primeiros meses do ano. 

Os desligamentos são causados pelos mais diversos motivos: pipas quase sempre são os objetos mais comuns, mas elas dividem o posto com balões, especialmente na época das festas juninas e julinas, e até com tênis e bolas. Em meados deste mês, um alimentador desligado em Paranaguá por causa de um balão deixou mais de 5 mil unidades consumidoras sem energia. 

Um dos motivos para o aumento dos índices atuais pode ser o fato de que as crianças estão passando mais tempo em casa em virtude da pandemia. “Elas naturalmente buscam mais atividades de lazer e, nas áreas urbanas, algumas dessas atividades competem com a rede elétrica”, lembra o engenheiro eletricista Rafael Radaskievski, gerente da Divisão de Controle de Qualidade da Copel Distribuição. E o problema pode ficar ainda pior com a proximidade das férias de julho. 

Riscos 

Rafael alerta que, para além dos transtornos com o corte de fornecimento para reparos na rede, enroscar objetos nas linhas de eletricidade pode representar um perigo. “No caso das pipas, o risco é ainda maior quando se utilizam aparatos para cortar outras pipas, já que muitos deles contêm componentes metálicos em sua composição”, explica.  

A indicação é que, caso o incidente aconteça, nunca se tente tirar o objeto da rede, já que existe o risco de choque elétrico. “Mas a recomendação principal em termos de segurança é que essas atividades sejam praticadas em áreas abertas, longe das redes elétricas, e, ainda, sem a utilização de aparatos metálicos, que, além do risco envolvendo a eletricidade, também podem ferir pessoas”, alerta o engenheiro. 

A tabela mostra o número de interrupções entre janeiro e maio dos anos citados por conta de objetos estranhos na rede. As regiões são as que mais evidenciaram variações no período: 

Rótulos de Linha 

2016 

2017 

2018 

2019 

2020 

 Variação entre 2019 e 2020 

CURITIBA 

249 

243 

247 

207 

313 

106 

COLOMBO 

129 

87 

50 

47 

110 

63 

CASTRO 

12 

32 

28 

19 

70 

51 

LONDRINA 

148 

134 

137 

118 

168 

50 

CANDOI 

50 

49 

PONTA GROSSA 

45 

61 

58 

42 

87 

45 

 Asimp/Copel

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