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Objetivo, além de atender aos critérios da LGPD, é garantir a segurança e proteção de dados pessoais relacionados a profissionais, fornecedores e parceiros do Conselho

Com o objetivo de garantir a segurança e a proteção de dados pessoais relacionadas a profissionais, fornecedores e parceiros, o Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Paraná (Crea-PR), criou o Comitê de Privacidade e Proteção de Dados. A iniciativa é resultado de um projeto de adequação à Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD) desde janeiro de 2020, conduzido por uma equipe multidisciplinar do Conselho, visando a otimização e, também, a criação de processos e procedimentos específicos de cada setor.

“Desde muito antes da implementação da Lei, o Crea-PR já vinha desenvolvendo várias melhorias internas para proteger os dados referentes à autarquia. Com a LGPD, formalizamos esses processos e desenvolvemos o projeto, dividido em várias etapas”, comenta a gerente do projeto de implantação da LGPD no Crea-PR, Tatiane Wollf Melo. “A sociedade exige compromisso e responsabilidade com dados pessoais, considerados agora como propriedade dos titulares. Uma vez que a gente obtém esses dados, precisamos seguir a regulamentação de manter a privacidade e principalmente a segurança”, acrescenta.

Inicialmente, o grupo fez um inventário do processo de dados, mapeando todos os processos e serviços existentes no Crea-PR e, com isso, identificando quais eram os dados pessoais que estavam neste contexto. Depois, o grupo focou na coleta e no tratamento dos dados, relacionando os locais de armazenamento, departamentos envolvidos e finalidades. Essa etapa inicial durou cerca de 19 meses, conforme explica a gerente do departamento de planejamento e controle interno do Crea-PR, Juliane Marafon.

 “São milhões de dados de Anotações de Responsabilidade Técnica (ARTs), fiscalizações, registros de profissionais e empresas, entre outros. Os dados das ARTs, por exemplo, podem ser necessários muitos anos depois do registro para comprovações judiciais ou registro de imóveis. Portanto, além da proteção de um suposto vazamento de dados, garantir que esses dados permaneçam no nosso banco é de suma importância”, esclarece Juliane.

Nesse sentido, o projeto integrado também implementou um sistema de criticidade de senhas nos sistemas informatizados, exclusão de dados pessoais desnecessários e levantamento e adequação de 251 convênios e contratos, nos quais estão sendo inseridas cláusulas de tratamento de dados, outras ações como adequação de procedimentos envolvendo protocolos e processos também estão em andamento. Com o apoio do departamento jurídico, essa etapa também contemplou a estruturação de documentos conforme a LGPD, onde a equipe realizou a adequação e a elaboração de políticas, procedimentos e termos de consentimento, além de inserir cláusulas de tratamento de dados em todos os formulários on-line.

Para que isso ocorra na prática, envolvendo toda a capilaridade do Conselho no Paraná, a equipe envolvida no projeto também criou documentações, materiais educativos e orientativos e treinamentos para os colaboradores, sempre visando a continuidade do esforço empregado na padronização para a segurança dos dados.

 “A segurança dos dados pessoais é um processo que não se finda com a implantação das diretrizes trazidas pela LGPD – Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais. Para coordenar essas ações, está sendo instituído um Comitê de Privacidade e Proteção de Dados, que conta, além do DPO (Data Protection Officer, como é chamado o profissional encarregado de gerenciar os dados), com uma equipe multidisciplinar, para garantir que todos os aspectos dos processos estão sendo considerados. A capacitação da equipe também é uma ação que passará a ser integrada nas rotinas como forma de garantir a proteção dos dados que são coletados e tratados diariamente”, completa Juliane.

No total, desde janeiro de 2020, quando o projeto de proteção de dados começou a ser implementado no Conselho, o inventário de dados resultou na identificação de 172 processos e serviços, nos quais foram identificados os dados pessoais tratados, onde são armazenados, quais operações são realizadas com eles e quais medidas técnicas de segurança são aplicadas. Essa ação envolveu 35 setores do Conselho.

Dentre os documentos formatados para a orientação e a capacitação dos colaboradores, estão a Política de Segurança da Informação, que padroniza as melhores condutas para utilização de todo o sistema informatizado do Conselho; e a Política de Notificação de Incidentes de Segurança, que orienta sobre as medidas a serem tomadas nos casos em que o Conselho receba algum comunicado de vazamento de dados.

 “É importante ressaltar que o Conselho está atento às exigências da LGPD e, com isso, fortalece as políticas de segurança de dados. Esse tema sempre recebeu nossa atenção, mas, agora, temos a estruturação oficial de um setor e pessoas capacitadas para lidar com situações cotidianas ou de crise”, finaliza o presidente do Crea-PR, Engenheiro Civil Ricardo Rocha.

A procura por certificação técnica na área de agentes comunitários de saúde quase triplicou em menos de um ano. Por que essa é a profissão técnica do momento?

Ietaam acredita que o crescimento possa estar associado a alguns indicadores apresentados pelo Ipea e também ao programa Saúde com Agente

De acordo com o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) os trabalhadores com ensino médio foram os mais impactados pela pandemia de Covid-19. Enquanto os trabalhadores com ensino superior apresentaram uma taxa de desemprego de 10,4% no primeiro trimestre de 2021, entre os homens com ensino médio (completo e incompleto), as taxas de desocupação avançaram de 14,4% no primeiro trimestre de 2020, para 17,2% em 2021. Entre as mulheres, o crescimento no mesmo período foi ainda maior: de 20,4% para 24,4%. Com a escassez de oportunidades, muitos trabalhadores estão encontrando uma recolocação como agente comunitário de saúde. Com a crise na saúde gerada pelo Coronavírus, muitas prefeituras decidiram investir nesse profissional, responsável pela prevenção de doenças e pela promoção da saúde nas cidades.

A mudança rápida de cenário pôde ser sentida pelo Instituto de Educação Tecnológica Avançada da Amazônia (Ietaam), que trabalha com a certificação técnica de profissionais em 29 áreas. “Na primeira fase da pandemia, tivemos uma procura alta pela certificação para técnicos em enfermagem. Mas nesses meses de 2021 fomos surpreendidos pelo crescimento de interessados na certificação técnica para agentes comunitários de saúde. Ainda não chegamos ao fim do ano e o número praticamente triplicou”, explica Juliane Galvão, especialista em certificação.

Saúde em primeiro lugar

Juliane destaca um outro indicador da mesma pesquisa divulgada pelo Ipea. De acordo com o levantamento, o setor da Saúde – juntamente com o da Agricultura – foi a exceção de 2021. Enquanto todos os outros segmentos da Economia mapeados pela pesquisa apresentaram variação negativa nas taxas de empregabilidade para o primeiro trimestre do ano, o da Agricultura teve alta de 4% e o da Saúde de 0,7%.

O impacto da pandemia para as políticas públicas ainda poderá ser sentido pelos próximos meses. Com a perspectiva de melhorar os indicadores de saúde, a qualidade e a resolutividade dos serviços da Atenção Primária aos brasileiros, o Ministério da Saúde publicou em dezembro de 2020 a portaria que instituiu o programa Saúde com Agente, destinado à formação técnica dos agentes comunitários de saúde. O programa teve a adesão de 95% dos municípios brasileiros – o que pode sugerir que algumas prefeituras abriram processos para novas contratações, já que terão um suporte extra do governo federal. “O cenário de empregabilidade nesse setor é muito otimista. Muitos trabalhadores têm procurado o Ietaam para ter um diferencial competitivo nos processos de contratação, com a certificação por competência, aprovada e aceita pelo Conselho Nacional de Técnicos em Agentes Comunitários de Saúde (Contacs).

Foi o que aconteceu com a agente comunitária de saúde, Franciele dos Santos, de Paranaguá, no litoral paranaense. A prefeitura da cidade abriu um edital para contratação de novos profissionais em agosto deste ano. “Meu contrato com a prefeitura de Paranaguá era de dois anos. Queria continuar esse trabalho em minha comunidade e, para comprovar o que a experiência deste período me trouxe de bagagem profissional, busquei a certificação por competência”, explica.

Mas, o que é a certificação por competência?

A certificação é um processo que comprova que profissionais com conhecimento técnico – mas sem esse diploma – têm habilidades adquiridas por sua experiência no mercado de trabalho. A lei nº 9394/96, que cria a certificação por competência, permite dar reconhecimento a quem de fato conhece detalhes de atuação de uma determinada profissão por tê-la exercido pelo período mínimo de dois anos. Os certificados também precisam ter o ensino médio completo e ter no mínimo 18 anos.

O processo dura no máximo três meses, é 100% online, e reconhecido pelo Conselho Nacional de Educação, pelo Sistema Nacional de Informações da Educação Profissional e Tecnológica (Sistec) do Ministério da Educação (MEC) e por todos os conselhos de classe.

Denise Morini/Asimp

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