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"Estamos vivendo uma pandemia do coronavírus, mas não podemos esquecer da dengue, que continua afetando muitas pessoas e, em alguns casos, até levando a morte". A afirmação é do deputado estadual Cobra Repórter que, nesta semana apresentou na Assembleia Legislativa, um requerimento solicitando todo o apoio para a produção em massa do bioinseticida desenvolvido pela Universidade Estadual de Londrina (UEL) para o combate aos mosquito que transmite a dengue.

O requerimento, já aprovado em plenário,  é direcionado ao governador Ratinho Junior, ao secretário da Saúde, Beto Preto, e ao superintendente de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Aldo Nelson Bona.

"Solicitamos o apoio do governo do Estado para que dê suporte para a produção deste bioinseticida, ajudando inclusive nas questões das licenças da Anvisa. Ele contribui para a eliminação das larvas em reservatórios de água. O bioinseticida usa produtos naturais, conforme recomendações da OMS (Organização Mundial de Saúde)", afirma o deputado.

A produção imediata do produto poderia contribuir para reduzir a epidemia dengue no Paraná e sua aplicação deveria começar pelos municípios com situação mais grave, que já decretaram situação de epidemia, de acordo com o deputado.

O coordenador do projeto na UEL, professor João Antonio Cyrino Zequi, afirma que o bioinseticida é um produto biológico, seletivo, porque mata somente a larva do Aedes e não afeta a fauna associada (peixes e outros insetos, como libélulas, por exemplo). Além do mosquito da dengue, o bioinseticida elimina o culex (pernilongo comum). Estão sendo realizados experimentos para que seja usado no combate, também, do borrachudo. Esses testes estão sob a responsabilidade do professor Luis Alves, da Universidade Estadual do Oeste do Paraná, em Cascavel.

Meire Bicudo/Asimp

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