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O Paraná apresenta o melhor resultado na geração de empregos desde 2014. Os resultados são do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgados neste mês pelo Ministério do Trabalho. Foram criadas 40.256 novas vagas com carteira assinada em 2018, o que representa um aumento de 230% em relação a 2017.

O desempenho do Estado reflete a melhora dos setores de serviços e comércio. Em 2018, foram 30.258 novas vagas abertas para o setor de serviços. O comércio, por sua vez, fechou o ano com saldo positivo de 9.426 novos postos.

A área de construção civil e de serviços industriais de utilidade pública também apresentaram resultados otimistas, com 2.386 novas ofertas de trabalho.

De acordo com o economista do Observatório do Trabalho, Alexandre Chaves, os setores serviço e comércio, que mais se destacaram, são os que começam a impulsionar a economia paranaense. “São os setores mais procurados e que apresentam a possibilidade de um novo emprego para o trabalhador. Já o comércio se destaca por causa das compras de final de ano”, disse.

Outros quatro setores, no entanto, tiveram queda no número de ofertas de vagas: agropecuário, indústria de transformação, administração pública e extrativa mineral.

As ocupações que mais se destacaram em 2018 foram alimentadores de linhas de produção; vendedores e demonstradores em lojas e mercados; e escriturários e auxiliares administrativos.

Os trabalhadores da construção civil, do transporte rodoviário de cargas e das atividades de abates de suínos também estiveram em alta.

Cidades

No Estado, as cidades que tiveram maior geração de empregos em 2018 foram Curitiba, São José dos Pinhais, Maringá, Foz do Iguaçu e Ponta Grossa.

O destaque principal fica por conta da Capital, que registrou 13.681 novas vagas. O número coloca Curitiba como a 4ª cidade do país que mais registrou vagas de emprego, atrás somente de São Paulo, Belo Horizonte e Brasília.

“A expectativa é que o país consiga uma retomada econômica e que isso atinja positivamente o mercado de trabalho nos próximos anos”, diz o secretário nomeado da Justiça, Família e Trabalho, Ney Leprevost. “Aqui no Paraná pretendemos tirar trabalhadores paranaenses da informalidade e, no caso dos prestadores de serviço, ser uma ponte com os consumidores finais, aumentando a demanda e, consequentemente, a empregabilidade”, acrescentou.

Dezembro

Os dados do Caged revelam ainda que em dezembro o saldo de empregos foi menor que nos meses anteriores. Neste mês, a diferença entre os trabalhadores demitidos e contratados foi de 26.838.

O resultado do Estado acompanha a tendência do país, que também teve saldo negativo no período.

As demissões no Paraná em dezembro ocorreram principalmente nos setores da indústria de transformação, serviços, construção civil, agropecuária, e comércio.

O saldo negativo nesses setores é resultado de fatores como paralisação de obras na construção civil por causa da chuva, a entressafra agrícola na agropecuária, as férias nos serviços de educação e os ajustes no quadro de pessoal das indústrias, depois de atendidas as encomendas de fim de ano.

“Em dezembro, esse movimento é natural, pois o comércio faz as contratações para as vendas de final de ano e, quando essas já aconteceram, o setor acaba demitindo. Isso acontece todos os anos”, ressalta o economista Alexandre Chaves .

Brasil

No Brasil, a recuperação da economia também representou ofertas novas de trabalho. Foram 529.544 novos empregos formais. O resultado é o melhor desde 2013 e o primeiro saldo positivo desde 2014.

AEN

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