Digite pelo menos 3 caracteres para uma busca eficiente.

Em 2019, o sistema de agricultura do Paraná foi totalmente reestruturado visando um fortalecimento ainda maior do agronegócio paranaense e dar mais competitividade ao setor. A criação aconteceu através da Lei nº 20.121/19, em que nasceu o Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná (IDR).

O novo órgão é uma união da Companhia de Desenvolvimento Agropecuário do Paraná (Codapar), Instituto Agropecuário do Paraná (Iapar), Instituto de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater) e do Centro Paranaense de Referência de Agroecologia (CPRA).

"O IDR nasce com o compromisso de manter as essencialidades das organizações de origem, ou seja, de pesquisa agropecuária, extensão rural no campo, classificação e logística de apoio ao desenvolvimento rural e agroecologia", destaca o diretor-presidente do IDR-Paraná, Natalino Avance de Souza.

De acordo com ele, o IDR nasceu sob o signo da articulação. "Esta deve ser uma grande diferença na atuação e na efetividade da ação, contribuindo para o fortalecimento da agricultura. Se o Paraná tem a melhor agricultura do país, devemos muito à contribuição de cada área e entidade".

Entre os pontos importantes da união das entidades, Natalino destaca a preocupação de devolver à pesquisa do Estado do Paraná a capacidade de contratar profissionais para novas necessidades da agricultura, que acabou sendo limitada nos últimos 15 anos e hoje conta com "apenas" 1/3 do número de pesquisadores que já teve.

Ele conta que um grande compromisso assumido no desenho organizacional foi de manter ambientes de essencialidade na pesquisa agropecuária, extensão rural, agroecologia e classificação de produtos. "Por isso, existem diretores em cada área para trazer essa necessidade e oportunidade da agricultura estadual".

Segundo Natalino, da união das entidades também resultou a formação de 07 Conselhos Consultivos Mesorregionais: Metropolitana e Litoral, Centro Sul, Meso Centro do Estado, Sudoeste, Oeste, Norte e Noroeste. "Os conselhos têm o papel de trazer para discussão a visão de prioridades, possibilidades de integração e articulação com parceiros".

Coordenador de um plano de trabalho para os agricultores dentro do IDR, Natalino enalteceu o trabalho conjunto. "Atuo com profissionais de várias áreas e procuro tirar o melhor de cada uma. Todas contribuem com o desenvolvimento rural sustentável, mais renda no campo e qualidade de vida. Os agrônomos, como os demais, têm papel fundamental nisso tudo".

AEA-Curitiba

Natalino falou também sobre o desafio de assumir futuramente a Associação dos Engenheiros Agrônomos de Curitiba. "Aceitei o desafio pelo respeito que tenho pela entidade. O momento é de muito trabalho na instituição que presido, mas não poderia recusar a convocação. Vemos uma necessidade de repensarmos os instrumentos de acessibilidade dos profissionais ou mesmo de haver um reposicionamento em relação a temas de importância aos profissionais".

Para Natalino, é preciso reavaliar o foco dos trabalhos e repensar a metodologia de atuação. "A pandemia mostrou que principalmente os jovens estão valorizando muito as ferramentas digitais. As associações de profissionais precisam se reciclar ou vão ficar chorando o afastamento dos profissionais".

Ascom/Federação dos Engenheiros Agrônomos do Paraná - FEAPR

Comentários:

Seja o primeiro a comentar!


Deixe seu comentário:

Aceita receber as novidades do Jornal União em seu e-mail?
* todos os campos são obrigatórios

Utilizamos cookies e coletamos dados de navegação para fornecer uma melhor experiência para nossos usuários. Para saber mais os dados que coletamos, consulte nossa política de privacidade. Ao continuar navegando no site, você concorda integralmente com os termos desta política.