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O novo modelo de pedágio nas rodovias proposto pelo governo federal não atende todas as expectativas dos paranaenses: as tarifas continuam caras e a execução de obras inclusive já pagas nos atuais contratos vai demorar. “O Paraná não pode correr riscos e repetir os erros. São 30 anos de concessões, mexem com o futuro do estado e com a vida da população, além de movimentar bilhões de reais”, diz o deputado estadual Tercilio Turini.

A proposta apresentada hoje na Assembleia Legislativa do Paraná por dirigentes do Ministério da Infraestrutura foi bastante criticada pelos deputados, que defendem o menor preço de tarifa como item principal na licitação. Segundo a modelagem pretendida pelo governo federal, serão instaladas mais 15 praças de pedágios, passando das atuais 27 para 45, com previsão de R$ 156 bilhões de receita, investimentos de R$ 42 bilhões e gastos operacionais de R$ 34 bilhões nos seis lotes de concessões. Por esses números, a diferença em favor das concessionárias será de R$ 80 bilhões.

“Certamente a arrecadação do pedágio será bem superior no período de concessão. Os R$ 156 bilhões são estimativas em valores atuais. Muita coisa pode acontecer num período de 30 anos, o Paraná foi bastante prejudicado com os atuais contratos de 24 anos. Prometerem um sonho, rodovias de primeiro mundo. Os paranaenses viveram um pesadelo, com tarifas abusivas, obras não realizadas e muita corrupção”, avalia Tercilio Turini.

O deputado defendeu tarifas mais baixas, urgência nas obras e transparência nos contratos. “Volto a insistir sobre a importância do Pedagiômetro, com informações em tempo real em cada uma das praças de cobrança para a população saber quantos veículos passam nas cancelas e quanto as concessionárias arrecadam. Os números precisam ser divulgados a todo momento, assim os usuários de rodovias poderão saber sobre o faturamento das empreiteiras”, destaca.

Tercilio Turini também discorda da instalação de novas praças de pedágio. “Não dá pra aceitar pedágio na PR 445 e em outros trechos, como entre Apucarana e Mauá da Serra, Toledo e Cascavel. Na nossa região, para chegar em Curitiba já são cinco pedágios e agora querem mais uma praça. A PR 445 está sendo duplicada pelo governo estadual com recursos da população”, ressalta.

O deputado cita ainda a situação de praças de pedágio em áreas conurbadas, que prejudicam moradores de municípios vizinhos que se deslocam para trabalho, estudos, saúde, comércio e outros afazeres diários. “Perto de Londrina, temos os casos de Arapongas e Jataizinho. São questões que precisam estar bem claras nas novas concessões, respeitando os direitos do cidadão e não prometendo que as tarifas serão reduzidas, porque sabemos que os valores atuais estão muito acima do aceitável”, diz.

Tercilio Turini cobra a inclusão de ciclovias nas obras de responsabilidade das futuras concessionárias. “Diversos trechos no Norte do Paraná podem muito bem ter pistas para tráfego de bicicletas, como alternativa de transporte e também para lazer. O número de ciclistas é grande e aumenta a cada dia. Ciclovias são uma reivindicação comunitária”, relata.

Para o deputado, a sociedade organizada e a população precisam se organizar e participar das audiências públicas, para opinar e apresentar suas sugestões. Os dirigentes do Ministério da Infraestrutura informaram que o prazo de consulta à população já está aberto.

A Frente Parlamentar do Pedágio da Assembleia Legislativa inicia nesta sexta-feira (dia 5), em Cascavel, reuniões públicas para ouvir e mobilizar a comunidade. Sábado será em Foz do Iguaçu, dia 11 em Londrina e dia 12 em Cornélio Procópio. Depois as audiências seguem para outras regiões do estado.

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