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O governador Ratinho Júnior (PSD) afirmou que se o Senado não incluir os estados na reforma da previdência proposta pelo governo federal, o Paraná fará sua própria reforma. Ratinho Jr alega que sem as mudanças nas regras para aposentadoria de servidores públicos, os estados vão “quebrar”. As informações são do Bem Paraná.

“A reforma da previdência é fundamental não para o governo federal, para os governadores. Ela é fundamental para o Brasil”, disse ele, em entrevista para a CATV de Cascavel. “O País quebraria se não tivesse a aprovação da reforma. Hoje o déficit dos estados chega a R$ 1 trilhão nos próximos dez anos, que é o que o governo federal vai economizar praticamente com essa reforma”, apontou Ratinho Jr.

Segundo o governador, não há alternativa a não ser promover uma reforma própria caso ela não seja aprovada pelo Congresso. “O Paraná hoje tem um déficit de R$ 8 bilhões por ano. Tem crescido R$ 700 milhões (ao ano). O ano que vem vai chegar a R$ 1 bilhão. A arrecadação do Estado não acompanha esse volume de pessoas que estão se aposentando, servidores, e que têm o direito de receber a sua aposentadoria. Nós temos que modernizar”, defendeu.

Na avalição de Ratinho Jr, a reforma é inevitável diante do crescimento da expectativa de vida média da população. “No mundo todo, em especial nos países de primeiro mundo, a cada 30, 20, 40 anos fazem uma modernização da previdência. Porque a nossa previdência, as pessoas morriam mais ou menos com 60, 70 anos de idade. Hoje a taxa média tem crescido, 75, 80 anos. O prazo das pessoas viverem aumentou então tem que se modenizar”, explicou.

O governador citou o exemplo de Minas Gerais, onde o déficit anual da previdência chegaria a R$ 18 bilhões, e o Rio Grande do Sul, com R$ 12 bilhões. “Se não houver uma modernização os estados vão quebrar. Tem que ter o bom senso da sociedade. Hoje a opinião pública está favorável a que isso aconteça. Para que a gente faça uma reforma da previdência em todos os estados”, afirmou.

Segundo Ratinho Jr, o governo do Estado vai esperar a decisão do Senado para agir em seguida. “Vamos esperar se o Senado vai fazer a PEC que faria com que os estados pudessem fazer parte dessa reforma da previdência do governo federal. Se não houver avanço no Senado, nós vamos imediatamente encaminhar a nossa”, garantiu.

(bemparana.com)

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