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O governador Carlos Massa Ratinho Junior e o secretário de Segurança Pública e Administração Penitenciária, general Luiz Felipe Carbonell, levam ao governador de São Paulo, João Doria Junior, nesta segunda-feira (18), uma proposta de cooperação inédita entre os dois estados para enfrentar crimes de fronteira, como contrabando, o crime organizado e o tráfico. O encontro será no Palácio dos Bandeirantes, sede do Executivo paulista.

O Paraná faz divisa com três estados (São Paulo, Mato Grosso do Sul e Santa Catarina), além de ter 450 quilômetros de fronteira seca e aquática com a Argentina e o Paraguai. O convênio faz parte da estratégia do Paraná de potencializar o combate ao tráfico de drogas e armas, além do contrabando e roubos de cargas.

AÇÕES - A iniciativa prevê a obtenção e compartilhamento de dados e ações integradas e permite que forças de segurança paulistas atuem eventualmente em território paranaense e vice-versa.

Um dos pilares é a atuação das polícias nas cidades limítrofes dos dois estados. “A ideia é que possamos ter intercâmbio entre as polícias para que possam agir também nas comunidades lindeiras, atender as ocorrências e emergências necessárias”, afirma Luiz Felipe Carbonell.

“Além disso o convênio permite controle mais eficaz do contrabando e das ações policiais. Assim, podemos entrar no estado vizinho em perseguições e evitar que o bandido simplesmente se evada utilizando o limite entre os estados”, completa.

INTELIGÊNCIA - A estratégia também passa pelo combate a uma facção criminosa que atua dentro e fora dos presídios e tem ramificações no Paraná. “O intercâmbio de inteligência está vinculado ao problema da facção. Temos que o Paraná é o segundo polo mais importante da facção. Por isso, quanto mais integrado o combate, melhor. Sabemos que São Paulo tem feito operações específicas nas rodovias e a intenção é que possamos integrar essas operações”, destaca o secretário.

REMODELAMENTO - Esse convênio faz parte do remodelamento da segurança pública proposto pelo governador Ratinho Junior, que vai incorporar o uso de câmeras de vigilância e tecnologia para reforçar o policiamento ostensivo principalmente nas regiões de fronteira. A intenção é apresentar modelo similar aos governadores de Mato Grosso do Sul e Santa Catarina em breve.

AEN

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