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Assembleia Legislativa do Estado do Paraná

Eles estão entre as 200 cidades do País melhores classificadas no Índice de Desenvolvimento Sustentável das Cidades – Brasil. No ranking geral, oito estão entre os melhores 100.

O Paraná tem 33 municípios entre os 200 melhores classificados no Índice de Desenvolvimento Sustentável das Cidades - Brasil (IDSC-BR). Na classificação geral, o Estado tem oito municípios entre os 100 melhores colocados.

O ranking é uma iniciativa do Instituto Cidades Sustentáveis e foi divulgado nesta terça-feira (23). Os 100 municípios que apresentam as melhores pontuações estão nas Regiões Sul e Sudeste do País.

A pontuação mede o progresso do cumprimento dos 17 Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS), propostos pela Organização das Nações Unidas (ONU), com 169 metas até 2030 (Agenda 2030).

De acordo com o ranking, por exemplo, 94 municípios do Paraná atingiram o ODS 7: garantir acesso à energia barata, confiável, sustentável e renovável para todos.

Ao todo, 110 municípios paranaenses fazem parte do estudo. As cidades foram selecionadas de acordo com critérios como capitais brasileiras, municípios com mais de 200 mil eleitores e signatários do Programa Cidades Sustentáveis.

Curitiba está em primeiro lugar entre as cidades do Estado, na 30ª posição no ranking geral, que aponta dados sobre 770 municípios em todo o Brasil. Também é a melhor Capital. A classificação é de 66,03 pontos, com medição máxima de 100 pontos.

O destaque de Curitiba está no ODS 12, que trata do consumo e produção responsáveis, ou seja, assegurar padrões de produção e de consumo sustentáveis. De acordo com o IDSC, esse objetivo foi totalmente conquistado pelo município, com 100 pontos atingidos.

Em seguida, estão a garantia de acesso à energia barata, confiável, sustentável e renovável para todos (99,82 pontos) e ação contra a mudança global e do clima (95,21 pontos)

Cidades

Além de Curitiba, entre os 100 classificados com melhores índices gerais no Estado estão os seguintes municípios: Sertanópolis, Maringá, Pinhais, Londrina, Balsa Nova, Pato Bragado e Nova Aurora. E entre os 200 também entram Quatro Barras, Santa Terezinha de Itaipu, Campo Largo, Campina Grande do Sul, São José dos Pinhais, Cafelândia, Ponta Grossa, Serranópolis do Iguaçu, Foz do Iguaçu, Quatro Pontes, Rio Negro, Toledo, Ibiporã, Itaipulândia, Arapongas, Maripá, Cascavel, Corbélia, Pitangueiras, Vera Cruz do Oeste, Sabáudia, Céu Azul, Marechal Cândido Rondon, Medianeira e Iracema do Oeste. Confira o ranking.

Para o secretário do Desenvolvimento Sustentável e do Turismo, Márcio Nunes, o monitoramento de indicadores é importante para elencar as prioridades dos governos locais de acordo com os desafios identificados a partir da análise de dados.

 “Quando se fala em meio ambiente, é preciso ter um olhar voltado à preservação e conversação, recuperação da fauna e da flora, e fiscalização e educação ambiental. Precisamos garantir uma boa qualidade de vida às futuras gerações”, afirmou.

Segundo Nunes, a reestruturação da secretaria foi importante para caminhar rumo ao cumprimento das metas dos objetivos propostos pela ONU. “Diversas ações caminham de maneira articulada com as prefeituras. Com a criação do Instituto Água e Terra, unificamos diversas instituições em um único órgão, para que, por exemplo, o licenciamento ambiental possa estar alinhado com a recuperação e preservação florestal”, explica. “Da mesma forma, ao vincular à nossa pasta a Invest Paraná, a atração de investimentos empresariais no Estado passou a levar o selo da sustentabilidade”.

Também são vinculadas à Secretaria do Desenvolvimento Sustentável e do Turismo o Simepar e a Paraná Turismo. De acordo com o secretário, o diálogo com os municípios é frequente para que cada lacuna seja preenchida pensando em políticas públicas a curto, médio e longo prazo.

IDSC-BR

O Índice de Desenvolvimento Sustentável das Cidades - Brasil leva em conta uma série de relatórios produzidos pela Sustainable Development Solutions Network (SDSN) para acompanhar a implementação dos ODS nos países membros da ONU, como o Brasil.

A avaliação apresenta a distância para atingir as metas dos ODS em 770 municípios, composto por 88 indicadores. A metodologia também aponta os dados faltantes para incitar os órgãos técnicos e gestores públicos a preencher as lacunas e a produzir e integrar novas bases de dados.

Confira os 17 ODS propostos pela ONU:

ODS 1: Erradicação da pobreza

ODS 2: Fome zero e agricultura sustentável

ODS 3: Saúde e bem-estar

ODS 4: Educação de qualidade

ODS 5: Igualdade de gênero

ODS 6: Água limpa e saneamento

ODS 7: Energia limpa e acessível

ODS 8: Trabalho decente e crescimento econômico

ODS 9: Indústria, Inovação e Infraestrutura

ODS 10: Redução das desigualdades

ODS 11: Cidades e comunidades sustentáveis

ODS 12: Consumo e produção responsáveis

ODS 13: Ação contra a mudança global do clima

ODS 14: Vida na água

ODS 15: Proteger a vida terrestre

ODS 16: Paz, justiça e instituições eficazes

ODS 17: Parcerias e meios de implementação

Daniele Iachecen /Asimp

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