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O secretário estadual da Saúde, Michele Caputo Neto, assinou ontem (1º), em Curitiba, o contrato que amplia o número de aeronaves do Serviço de Transporte Aeromédico do Paraná. A partir de agora, as cidades de Maringá e Londrina ganham novas bases de helicópteros, com atendimento exclusivo a vítimas em situação de urgência e emergência.

O contrato vigente prevê ainda a continuidade das operações do helicóptero baseado em Cascavel e do avião UTI móvel, que transporta pacientes graves e cobre todo o Estado. “Trata-se de mais uma iniciativa que demonstra a atenção que temos dado à saúde dos paranaenses. Investir nesta área significa salvar vidas”, ressaltou o secretário.

Em Maringá, a base já tem data para ser inaugurada – 25 de novembro. Em Londrina, a previsão é que os trabalhos sejam iniciados até o fim do ano. Ambos vão funcionar em parceria com os Samus Regionais, que serão responsáveis pela organização do fluxo de atendimento. “Todo custo operacional das aeronaves será bancado com recursos do Governo do Estado”, afirmou Caputo Neto.

Curitiba também conta com uma base de helicóptero de resgate, operado pela Polícia Rodoviária Federal. Somando toda a frota aérea disponível para a saúde no Estado, já são quase seis mil atendimentos em seis anos. Tudo isso envolve operações de resgate, transferência de pacientes, transporte de órgãos e de equipes médicas.

Acesso

O número expressivo de missões se deve, em grande parte, à mudança no processo de autorização do uso da frota aérea estadual. Até 2010, era preciso assinatura expressa do governador para a liberação de aeronaves para a saúde.

“Logo nos primeiros dias de gestão, o governador Beto Richa desburocratizou este processo e determinou que os atendimentos de saúde teriam prioridade. Uma decisão que teve impacto direto na agilidade dos resgates e na melhoria das condições de assistência aos pacientes”, explica o coordenador da Rede Paraná Urgência, Vinícius Filipak.

A média anual de vôos da saúde tem crescido sistematicamente no Paraná. Passou de 74 missões em 2007 para 1.332 atendimentos em 2015. Somente neste ano, de janeiro a outubro, o número já chega a 916 operações aéreas.

Organização

Também ontem, representantes dos Samus Regionais com bases de helicóptero se reuniram em Curitiba para conhecer como funcionará o Serviço de Transporte Aeromédico a partir de agora. “O objetivo foi padronizar o trabalho, estabelecendo uma lógica de atuação. Queremos que os pacientes sejam atendidos no tempo certo e com a estrutura adequada para cada caso”, esclareceu Filipak.

Casos graves que precisam ser deslocados com urgência em um trajeto de até 250 km serão atendidos pelo helicóptero mais próximo. Já quando há a necessidade de realizar um percurso superior a essa distância, o meio de transporte preferencial será o avião UTI móvel. A escolha vai depender de uma série de fatores que influenciam na viabilidade do resgate aéreo.

AEN

Foto:Venilton Küchler

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