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A sexta edição da pesquisa PNAD COVID19 Mensal, divulgada hoje (1) pelo IBGE, mostra que a taxa de desocupação no Paraná caiu em outubro, ficando em 10,1%, uma queda de 9% em relação ao verificado em setembro (11,1%). Dessa forma, a taxa volta praticamente ao mesmo nível aferido na primeira edição da pesquisa divulgada em maio, quando assinalou 10%.

A pesquisa mostra também que o número de desocupados caiu pela terceira vez seguida, totalizando  590 mil em outubro, queda de 61 mil pessoas em relação a setembro (651 mil). Já o número de ocupados teve aumento de 68 mil, saindo de 5,19 milhões em setembro e atingindo a marca de 5,26 milhões em outubro. 

Verificou-se também que o aumento entre os ocupados é acompanhado por um acréscimo no número de ocupações informais. Em outubro, no Paraná, o número de pessoas ocupadas e na informalidade foi de 1,43 milhão, 54 mil a mais que em setembro (1,37 milhão). Trata-se do terceiro aumento consecutivo desde julho, quando o indicador registrava 1,31 milhão de pessoas na informalidade, ou seja, um aumento de 120 mil em três meses.

A PNAD COVID19 Mensal revela ainda que, em outubro, o número de pessoas não ocupadas que não procuraram trabalho por conta da pandemia ou por falta de trabalho na localidade mas que gostariam de trabalhar na semana anterior foi de 343 mil no Paraná, 54 mil pessoas a menos que em setembro (397 mil).

O total de pessoas ocupadas e afastadas do trabalho registrou a quinta queda consecutiva, ou seja, desde o início dos levantamentos da PNAD COVID19 Mensal em maio, esse indicador decresceu em todas as cinco edições seguintes, chegando em outubro ao patamar de 226 mil pessoas, 43 mil a menos do que o verificado em setembro (269 mil) e 485 mil a menos do que o registrado em maio (711 mil). Da totalidade das pessoas afastadas em outubro, 43 mil deixaram de receber remuneração.

O mesmo ritmo de queda foi observado no total de pessoas ocupadas e afastadas do trabalho devido ao distanciamento social. Em outubro, no Paraná, esse número ficou em 113 mil pessoas, quinta queda consecutiva em relação a maio, quando foi apurado um montante de 541 mil indivíduos.

Renda dos paranaenses

A pesquisa do IBGE aponta que o rendimento médio real efetivamente recebido das pessoas ocupadas ficou em 2.386 reais em outubro, registrando o quinto aumento seguido desde a primeira edição da pesquisa realizado em maio, quando esse dado assinalava 2.180 reais.

Já a média do rendimento proveniente do auxílio emergencial recebido pelos domicílios paranaenses em outubro foi de 717 reais, queda em relação a setembro (853 reais). O número de domicílios do Paraná em que pelo menos um morador recebia auxílio emergencial foi de 1,35 milhão em outubro, outra queda na comparação com setembro (1,39 milhão).

Dados da saúde

Segundo a pesquisa PNAD COVID19 Mensal, em outubro, no Paraná, 376 mil pessoas apresentaram algum dos sintomas relacionados à síndrome gripal, o que corresponde à terceira queda consecutiva desde julho.

Por outro lado, o número de pessoas que fizeram algum teste para saber se estavam infectadas pelo Coronavírus teve o quarto aumento consecutivo, totalizando 1,17 milhão de pessoas, cerca de 650 mil a mais do que o verificado em julho (520 mil). Do total de pessoas que fizeram algum teste para saber se estavam infectadas, 196 mil testaram positivo, o que representa um aumento de 32 mil pessoas em relação a setembro (164 mil).

Educação e comportamento na pandemia

Segundo o levantamento do IBGE, em outubro, no Paraná, o número de estudantes entre 6 e 29 anos que frequentavam escola ou universidade era de aproximadamente 2,45 milhões. Desse total, cerca de 2,32 milhões tiveram atividades escolares (aula online, deveres, estudo dirigido etc.) disponíveis para realizar. Portanto, cerca de 130 mil estudantes não tiveram nenhuma atividade escolar em outubro.

Sobre o comportamento do paranaense diante da pandemia, a pesquisa apurou que 314 mil pessoas não tomaram qualquer medida restritiva para evitar o contágio pelo Coronavírus em outubro (154 mil a mais que em setembro). O número de pessoas que reduziram o contato, mas continuaram saindo de casa e/ou recebendo visitas foi de 5,51 milhões, outras 4 milhões ficaram em casa e só saíram por necessidade básica e 1,65 milhão permaneceram rigorosamente isoladas, quase 600 mil pessoas a menos que em setembro.

Em relação aos hábitos financeiros do parananense, em outubro, em quase 400 mil domicílios havia pelo menos um morador que solicitou empréstimo. Desses, por volta de 10% (40 mil) não tiveram êxito na concessão do empréstimo. Entre os níveis de rendimento domiciliar per capita, o que apresentou o maior número de domicílios com algum morador que solicitou empréstimo foi o dos que ganham de 1 até 2 salários-mínimos. Nesse agrupamento, 167 mil solicitaram empréstimo em outubro no estado.

Sobre a pesquisa

A PNAD COVID19 tem por finalidade identificar os indivíduos com sintomas associados à Covid-19 e o impacto da pandemia no mercado de trabalho. Ao longo das edições da pesquisa iniciada em maio, outros dados foram sendo incluídos, tais como indicadores sobre comportamento do paranaense diante da pandemia e dados sobre educação.

O IBGE ressalta que não se pode comparar os dados da PNAD Contínua com os da PNAD COVID19 por se tratar de levantamentos com metodologias diferentes, e que a PNAD Contínua ainda é a pesquisa oficial sobre o mercado de trabalho no Brasil.

Edison Vitoretti Junior/Asimp/IBGE Paraná

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