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Em sua palestra, Max Haetinger cativou o público mostrando a realidade das escolas brasileiras de uma forma divertida, mas consciente e verdadeira.
 
A escola brasileira precisa se reinventar para chegar à realidade. É o que acha o especialista em temas educacionais Max Haetinger, do Rio Grande do Sul, que segunda-feira (26), em Londrina, fez a palestra “A Escola que Encanta e Transforma Vidas”, a convite do presidente da Frente Parlamentar da Educação do Congresso Nacional, deputado Alex Canziani (PTB-PR). O evento reuniu mais de 600 pessoas, entre professores, supervisores e diretores escolares, no Centro de Adoração da Igreja Presbiteriana Central.
 
Haetinger faz doutorado em Ciências da Educação na Universidade do Porto (Portugal). É pedagogo, mestre em Educação e autor de vários livros. Além disso, é especialista em tecnologia, motivação, empreendedorismo, mídias e novas tecnologias. Segundo ele, que há 33 anos atua como educador, a educação no Brasil “é um grande elefante caminhando”. Para ele, a escola tem que continuar ensinando conteúdo, como sempre, mas também tem que desenvolver a competência nos alunos: “A escola do terceiro milênio tem que ensinar ética e valores”, salienta o professor.
 
Por outro lado – disse ele, durante a palestra, – os alunos é que devem ser o foco das salas de aula, não o professor. “Antes tínhamos o monólogo do professor, sendo que o aluno de hoje aprende pelo diálogo. Hoje existe uma mão dupla nas relações entre o professor e o aluno, onde os dois lados perguntam e respondem.”
 
Aprendizagem real
 
Doutorando em Ciências da Educação na Universidade do Porto (Portugal), Haetinger diz que uma escola integrada culturalmente, que contempla a expressão corporal e artística nas aulas e que mantém uma tecnologia permanente, vai gerar uma aprendizagem real e consciente. “Neste contexto, a cooperação e a colaboração devem ser a base das relações.”
 
Durante a palestra, na qual ele aplicou algumas dinâmicas entre os presentes, o professor foi claro ao dizer que os professores precisam estimular os estudantes a terem curiosidade para serem criativos. É o que ele chama de “Pedagogia Expressiva Criativa”, que tem como base esta busca pela curiosidade crítica, pela liberdade de pensar e agir. “Esta pedagogia está norteada nos pilares do ser curioso: ludicidade, criatividade, movimento e novas tecnologias da informação e comunicação (TICs), e em um trabalho docente em sintonia com os interesses e buscas da comunidade e dos educandos.”
 
Doação
 
A promoção da palestra de Max Haetinger contou com o apoio da Secretaria Municipal de Educação, Núcleo Regional de Educação, Igreja Presbiteriana Central, Colégio Maxi e UniFil. “Sempre realizamos parcerias do gênero quando se trata da educação”, salientou o deputado Alex Canziani, em nome da Frente Parlamentar.
 
A entrada para o evento foi gratuita, mas quem levou um quilo de alimento não perecível como ingresso, no Centro de Adoração da Igreja Presbiteriana Central, acabou colaborando com o Centro de Educação Infantil Anita Correia, instituição filantrópica do Conjunto Tito Carneiro Leal.
Quem deseja assistir à gravação da palestra pode acessar a UniFil na internet pelo endereço http://web.unifil.br/eventos/max/.

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