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Professora do Senac diz que o gargalo da educação profissional é o déficit da educação formal do brasileiro.

Asimp/ Alex Canziani Deputado Federal

A falta de qualidade do ensino formal prejudica o desempenho dos alunos de cursos profissionalizantes. Palavras da gerente de Desenvolvimento Educacional do Senac, professora Lúcia Prado, que esteve na Câmara dos Deputados, em Brasília, para realizar a palestra “O Papel do Senac na Educação Profissional”. O evento foi promovido pela Frente Parlamentar em Defesa da Educação do Congresso Nacional, do presidente deputado Alex Canziani (PTB-PR).

“O gargalo da educação profissional é o déficit da educação formal do brasileiro”, afirma professora. “É difícil ensinar o curso técnico para quem tem sérias dificuldades em matemática e português, por exemplo.”

Lúcia Prado lembrou que o Senac já atende cerca de 2 milhões de pessoas em 580 centros de educação profissional e em 73 carretas [cursos em veículos móveis]. “Nós oferecemos vagas gratuitas a trabalhadores, estudantes e pessoas em vulnerabilidade social de cursos técnicos e de Formação Inicial.” Lúcia lembra que, nestes casos, os beneficiários têm direito a cursos gratuitos, com todos os materiais escolares incluídos e assistência estudantil para transporte e alimentação.

Ainda segundo a professora, todos os cursos do Senac são voltados para atender a demanda do mercado de trabalho. Lúcia aponta o aumento na procura pelas vagas. No entanto, reitera as dificuldades que os candidatos enfrentam para a realização dos cursos profissionais: “A procura pelos cursos profissionalizantes aumentou 25% em todas as regiões do país, principalmente depois da implantação do Programa Nacional de acesso ao Ensino Técnico e Emprego, o Pronatec, pelo governo federal, mas temos alguns problemas a solucionar para conseguirmos atender à demanda do mercado de trabalho”, destaca. “Hoje, o maior gargalo dos cursos profissionais, como Pronatec, é a educação formal, porque é difícil ensinar o curso técnico para quem não tem o básico”, afirma Lúcia Prado.

O presidente da Frente Parlamentar da Educação, deputado Alex Canziani, concorda que o grande problema dos cursos técnicos é a educação de baixa qualidade de quem procura esses cursos. “Sem dúvida, o maior entrave para o desenvolvimento do país á a educação ruim. Por isso educação de qualidade é a minha principal bandeira”, salienta o parlamentar paranaense. Para o deputado da educação, é preciso melhorar da educação básica ao ensino médio “para que tenhamos pessoas melhor preparadas para os cursos universitários e profissionalizantes, e consequentemente pessoas melhor qualificadas para o mercado de trabalho”.

Canziani acredita no sucesso de alguns programas de capacitação profissionalizante: “Estou certo de que os cursos técnicos e programas como o Pronatec vão revolucionar a educação e o mercado de trabalho, mas para isso precisamos de uma educação básica e ensino médio de qualidade para todos”.

A Frente Parlamentar da Educação realiza uma palestra por mês para discutir os desafios do país por uma educação de qualidade a todos. Todos os debates são transmitidos ao vivo pela TV Câmara.

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