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Canziani pretende estudar a matéria de forma técnica, mas já adianta que a ideia de facilitar o acesso de jovens ao ensino técnico é muito bem vinda.

O deputado paranaense Alex Canziani (PTB) será o relator do Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (Pronatec), do governo federal. O programa estabelece bolsas de estudo para a formação de mão de obra qualificada por meio de capacitação técnica e profissional.

Para Canziani, que é vice-líder do governo na Câmara dos Deputados, o projeto será importante porque dará oportunidade para os jovens se prepararem para o mercado de trabalho: “Avaliaremos a proposta do Executivo com bastante interesse, porque entendemos que realmente precisamos ajudar os jovens. Em princípio, acho a proposta do Pronatec bastante válida”, salientou o relator.

Com o programa, o Ministério da Educação prevê investimentos de R$ 1 bilhão já neste ano. O governo promete ofertar, em quatro anos, 3,5 milhões de bolsas para jovens do ensino médio, beneficiários do Bolsa Família e reincidentes do seguro-desemprego, além de garantir que 8 milhões de pessoas tenham acesso à educação profissional de qualidade no País.

Segundo a presidente Dilma Rousseff, o governo pretende construir 197 escolas técnicas até o final de 2014. Ela disse que é preciso também a participação direta de agentes privados no desafio de aprimorar a qualificação profissional.

Poucos se formam

Dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) de 2008 demonstram que apenas 25,5% da população de jovens de 18 a 24 anos alcançam o ensino superior. Os cursos técnicos de nível médio despontam, portanto, como alternativa de qualificação e inserção no mercado de trabalho para mais 74% desse contingente.

Pesquisa recente da Fundação Getúlio Vargas (FGV) demonstrou que ter formação profissional aumenta em 48% as chances de um indivíduo em idade ativa ingressar no mercado de trabalho. O estudo “A educação profissional e você no mercado de trabalho” também constatou que os salários daqueles que têm um curso profissionalizante são até 12,94% mais altos e é de 38% a probabilidade de se conseguir um trabalho com carteira assinada, em confronto com candidatos com escolaridade inferior.

A pesquisa da FGV reforça um estudo anterior, feito pelo MEC, com estudantes egressos da rede federal de educação profissional. O levantamento, divulgado em 2008, demonstrou a empregabilidade de 72% dos técnicos de nível médio formados de 2003 a 2007 pelos institutos federais.

Tramitação

A proposta do Pronatec tramita em regime de urgência nas comissões de Trabalho, na Comissão de Educação e Comissão de Constituição e Justiça. Aprovado nestas instâncias, o projeto segue para votação em plenário.

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