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A Câmara de Vereadores de Londrina aprovou na sessão ordinária da última quinta-feira (12), em regime de urgência, a criação de “Comissão Temporária Externa”, composta por três vereadores, para acompanhar na capital do Estado, as discussões dos projetos de lei n° 60/2015 e 6/2015, de autoria do Executivo Estadual, temporariamente retirados da pauta de debates da Assembleia Legislativa do Paraná (ALEP).

O requerimento para criação do grupo foi apresentado pelo vereador Gustavo Richa (PHS) e subscrito pelos vereadores Jamil Janene (PP), Emanoel Gomes (PRB), Junior Santos Rosa (PSC) e Marcos Belinati (PROS), em resposta à manifestação dos servidores estaduais que esta semana lotaram as galerias do Legislativo durante as sessões ordinárias. A composição da “Comissão Temporária Externa” deverá ser definida pelas lideranças partidárias na próxima quinta-feira (19), durante sessão ordinária da Câmara de Vereadores.

Na última terça-feira, os vereadores já haviam aprovado um ofício em apoio ao movimento dos servidores públicos, que foi endereçado ao governador Beto Richa e aos deputados estaduais. No documento, assinado por todos os parlamentares londrinenses e apresentado pela vereadora Lenir de Assis (PT), os vereadores cobraram a retirada de pauta dos dois projetos do Executivo Estadual que, segundo o ofício "atacam o funcionalismo público, devastando carreiras, alterando aposentadorias e suprimindo direitos conquistados com muita luta”.

Apoio ao movimento - O presidente do Legislativo, vereador Professor Fabinho (PPS), destacou a importância da abertura da Câmara de Vereadores para manifestação dos servidores públicos estaduais e do envolvimento dos vereadores no apoio ao movimento. “Temos 16 partidos representados no Legislativo Londrinense e cada vereador pode articular junto ao deputado do seu partido, para impedir votação das matérias ou garantir que o governador converse sobre as medidas com os servidores”, disse o parlamentar. E completou: “A criação da Comissão também demonstra a preocupação dos vereadores da cidade com a situação enfrentada pelo Estado e o funcionalismo do Paraná”, afirmou o presidente.

A semana não fácil para os servidores públicos do Estado, acampados no Centro Cívico da capital do Estado desde a última segunda-feira. O movimento que conquistou novas adesões diariamente, protestava contra o pacote de ajuste fiscal imposto pelo Governo do Estado que, na avaliação das lideranças sindicais, suprimem direitos conquistados pelos trabalhadores. Decididos a impedir a votação dos projetos encaminhados à ALEP, servidores ocuparam a sede da Assembleia na última terça-feira e só deixaram o local dois dias depois, quando pressionado o Governo do Estado solicitou a retirada de pauta as matérias e os deputados recuaram na decisão de votar às pressas os projetos em regime de Comissão Geral.

Assessoria de Comunicação da CML 

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