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Professora do curso de Estética da Unopar dá dicas sobre os métodos mais usados e ensina cuidados básicos para evitar problemas

Navalha, lâmina de barbear e barbeador elétrico são coisas do passado; os homens modernos não só se barbeiam: eles também se depilam e usam tecnologia de última geração, como a IPL (luz intensa pulsada) e aparelhos de alta freqüência. De acordo com a professora do curso de Estética da Unopar, Jessica Fujimura, a fotodepilação com laser ou luz intensa pulsada é um método quase indolor e que apresenta excelentes resultados na maior parte do corpo. “Essa depilação, conhecida como definitiva, é muito procurada. São necessárias várias sessões, com intervalos de um mês entre elas, porque precisamos pegar o pelo na fase de nascimento e geralmente é preciso retocar depois de um ano”, indica. Isso acontece, segundo Jessica, porque o corpo entende que o pelo é uma proteção (por isso eles são abundantes nas áreas mais sensíveis, como o rosto e região genital). Assim, quando essas regiões ficam sem pelos, o corpo providencia o nascimento de novos pelos como uma reação natural de proteção para a pele.

Como os homens ainda são relativamente “novatos” no uso da depilação, é bom que eles saibam que existem alguns cuidados básicos para evitar problemas.

A primeira recomendação da professora é escolher um bom profissional. “Ele vai saber orientar corretamente sobre o melhor método, que depende não só da região do corpo a ser depilada mas também do tipo de pele que a pessoa tem”, ensina.

A fotodepilação costuma ser mais indicada quando se quer um resultado definitivo, por isso é muito utilizada no peito e costas. Este método também pode ser usado para a barba e pescoço. Entre uma sessão e outra, o homem pode se barbear normalmente, utilizando lâmina ou navalha. O uso da cera (quente ou fria) é doloroso e são raros os homens que suportam esse procedimento no rosto, por exemplo. No entanto, ele é bastante utilizado em áreas menos sensíveis.

Na fotodepilação as peles morenas exigem mais atenção. A luz procura a melanina (pigmento natural) do pelo – mas também atinge a pele. “A pele é um órgão e ele reage a qualquer agressão. As reações mais comuns são manchas e espessamento”, aponta Jessica.

Peles depiladas precisam de cuidados: o uso de protetor solar é fundamental. “Não se deve tomar sol no local de jeito nenhum, seja lá qual for o método utilizado. No caso da cera esta recomendação é ainda mais enfática porque parte da pele acaba sendo retirada e as células novas podem sofrer uma hiper pigmentação reacional, ou seja, podem manchar”, avisa a professora.

Qualquer produto com álcool (inclusive desodorante e loções pós-barba) deve ser evitado.

A assepsia do local a ser depilado também é muito importante. “Quando você retira os pelos, os poros ficam abertos e podem ser uma porta de entrada para bactérias. É preciso higienizar antes e depois da depilação e eu recomendo o uso do aparelho de alta freqüência, que é antisséptico, bactericida e cicatrizante”, aponta Jessica.

Outro cuidado importante para prevenir doenças é exigir sempre o uso de material descartável. “A cera nunca pode ser reaproveitada. Os vírus da hepatite C e do HIV não morrem à temperatura do fogão. A reutilização da cera pode transmitir essas doenças de uma pessoa para outra”, alerta a professora.

Embora alguns homens façam depilação definitiva inclusive nas áreas íntimas, Jessica informa que a maioria ainda vê isso com preconceito. “Uma solução menos radical é aparar os pelos dessa região. É um procedimento seguro, indolor e ajuda bastante na higiene do local”.

(Asimp/Unopar)

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