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Alex Canziani crê que Câmara não vai aceitar mudança no PNE que tira recursos de Apaes e instituições similares

Karina Kanashiro/CNC Comunicação
 
Se o Senado inviabilizar o repasse de verbas públicas para as entidades que atendem crianças, jovens e adultos com necessidades especiais, os deputados não deverão concordar e não vão permitir mudanças no texto original do Plano Nacional de Educação (PNE), que já foi aprovado pela Câmara. É o que pensa o presidente da Frente Parlamentar da Educação do Congresso Nacional, deputado Alex Canziani (PTB), sobre a emenda pretendida pelo senador José Pimentel (PT-CE), que modifica o texto da “Meta 4” do plano (PLC 103/2012, do Senado) prevendo que os atendimentos educacionais das pessoas com deficiência sejam realizados exclusivamente nas escolas públicas ou regulares. Se ocorrer a mudança, a matéria voltaria para nova apreciação dos deputados.
 
“É inadmissível isto [a emenda do Senado]. Sou favorável à inclusão e a levar os filhos para as escolas regularmente, mas há casos em que não dá para atender nestes locais”, destaca o parlamentar paranaense. “Vou ser um guerreiro na Câmara para não se consolidar esta suposta proposta do Senado. Sou contra a mudança do texto original que saiu da Câmara”, reforçou o deputado da educação. São consideradas escolas de educação especial instituições comunitárias, confessionais ou filantrópicas sem fins lucrativos.
 
Par para as escolas especiais
 
Alex Canziani entende que as escolas de educação especial precisam é de mais apoio do governo, e vai além. Disse que, atendendo a um pedido do vice-governador e secretário da Educação do Paraná, Flávio Arns, conversou com o ministro da Educação, Aloizio Mercadante, para incluir as escolas de educação especial como beneficiárias do Plano de Ações Articuladas (PAR), uma ferramenta de planejamento que hoje é voltada para as secretarias de Educação municipais e estaduais.
 

Através do PAR, o MEC oferece assessoria técnica e recursos para implementar mudanças nas escolas públicas, especialmente em quatro áreas: gestão educacional; formação de professores e de profissionais de serviços e apoio escolar; práticas pedagógicas e avaliação; infraestrutura física e recursos pedagógicos. “São verbas destinadas para ampliação e reformas de espaço físico, aquisição de equipamentos e mobiliários, aquisição de ônibus e outros”, destacou o deputado.

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