Digite pelo menos 3 caracteres para uma busca eficiente.

Os presidentes nacionais do DEM, senador Agripino Maia; do Solidariedade, deputado Paulo Pereira da Silva; e do PSDB, senador Aécio Neves reuniram-se com lideranças dos partidos no Rio Grande do Sul e definiram a formação de uma aliança para disputar a eleição proporcional no estado. Na foto, além dos presidentes, o secretário-geral do PSDB-RS, Jorge Alberto Hias; o deputado estadual Adilson Troca, presidente estadual do PSDB-RS; o secretário geral do Solidariedade no Rio Grande do Sul, Fabrício Dutra, e o deputado federal Nelson Marchezan Jr. (PSDB).
 
Sobre alianças no Rio Grande do Sul
 
Estamos acertando os palanques regionais e agora é o momento, como dizia lá atrás, cada coisa a seu tempo, das costuras dos palanques regionais. Estamos fazendo isso de forma extremamente harmoniosa. Acho que não há nenhuma questão insolúvel hoje. Ao contrário, selamos uma aliança no Sul e isso é extremamente importante porque nos reposiciona no quadro do Rio Grande do Sul. PSDB, Democratas e Solidariedade, que juntos representam, além de uma chapa forte, têm cerca de 5 minutos de tempo de televisão, somados. Vamos negociar agora conjuntamente, visando o atendimento do interesse nacional da coligação.
 
Em torno de quem?
 
Lá não temos candidato majoritário. Fizemos aliança proporcional o que vai nos permitir avaliar o quadro, porque dentro desta aliança têm setores que preferem aliança com PMDB, outros com PDT, e até com o PP. O que era importante era consolidarmos a nossa aliança, porque o nosso papel passa a ser um papel mais relevante na negociação política. Estamos falando de partidos que representam 5 minutos e outros quatro ou cinco partidos menores que podem se somar a esee grupo.
 
Essa aliança proporcional atende aos interesses de ambos os partidos nos posiciona como agora um interlocutor mais estruturado no Rio Grande, que era uma preocupação que tínhamos.
 
O candidato não será de nenhum dos três partidos?
 
É provável que não. Hoje você tem lá três forças políticas constituindo candidaturas majoritárias. O PMDB, o PDT e o PP. Vamos ver onde está uma afinidade maior deste grupo.
 
A senadora Ana Amélia (PP) é a mais próxima?
 
Tem de estar mais próximos a eles lá. Não descarto nenhuma das alternativas. O PMDB tomou uma decisão neste sábado importante, que estamos aguardando, que é a definição por uma candidatura contra o governo nacional do PT, que é a candidatura do (José Ivo) Sartori, ex-prefeito de Caxias do Sul.  O PMDB tomou o caminho numa disputa por uma candidatura, que de um outro lado representava o apoio ao governo federal, contra o governo federal. Então, abre-se mais uma alternativa de negociação. Um desses três será o palanque da nossa coligação no Rio Grande do Sul. Estamos conversando sobre isso hoje.
 
Sobre a crise no setor de energia.
 
Uma percepção generalizada da gravidade da situação econômica do país, esta situação de energia que alertávamos lá atrás, extremamente trágica. Os interlocutores com os quais temos conversado, falam que este custo chegará a R$ 30 bilhões. O governo acenou em uma medida extremamente populista por um lado, não mediu as conseqüências dessa medida e, agora, são os cidadãos brasileiros, as empresas brasileiras que vão pagar o custo desta medida absolutamente desastrada, provisória.
 
Nós que botamos a cara, fomos acusados de sermos contra a baixar a tarifa. Na verdade, indiretamente, o custo já chega ao trabalhador. E, irresponsavelmente, estamos assistindo o governo adiar isso para 2015, o que só vai agravar a situação. O governo tem receio sequer, isso mostra o nível de fragilidade do governo, de alertar as pessoas com alguma campanha de contenção, pelo menos com informações. Até uma decisão da Aneel, absolutamente correta, de que as pessoas devam ser alertadas para o período do dia onde a energia é mais cara, definindo e fazendo escalas durante o dia, o governo federal vetou essa proposta porque achava que isso poderia sinalizar racionamento.
 
Isso é uma irresponsabilidade, porque a conta vai vir, vai vir alta, e esse adiamento só agrava a questão porque não há nenhuma orientação do ponto de vista de você ter uma utilização mais racional da energia. Então é isso é o governo. É um governo que só tem como objetivo a reeleição. Não se administra mais o Brasil. Esse ministério, nunca houve antes na história do Brasil um ministério de tão pouca expressão como esse. Acho que a própria presidente da República terá uma dificuldade enorme de lembrar o nome sequer desses ministros que ela nomeou ontem.
 
Isso apequena a República, apequena a própria presidente da República. Virou o samba do crioulo doido. Se você admite que apoia o governo, leva um ministério. Se não, leva uma Chesf. Nunca a ação política foi tão mercantilizada como estamos assistindo hoje no Brasil, nos estertores desse governo. Não se tem mais constrangimento desses entendimentos à luz do dia. E enganam-se aqueles que acham que essa desqualificação do governo não tem efeito na vida das pessoas. Tem sim. Tem nas ações da saúde, da educação, da infraestrutura, e de todas as outras áreas.
 
Sobre o Marco Civil da Internet, o governador Eduardo Campos disse que a Dilma errou ao colocar o assunto em pauta em ano eleitoral. Qual a avaliação que o senhor faz?
 
A nossa posição tem sido essa já na Câmara, onde o assunto está sendo discutido. Nós somos a favor da neutralidade, mas achamos que esse projeto traz uma possibilidade de um intervencionismo inadequado do governo. Através de um decreto a presidente pode fazer uma intervenção que consideramos perigosa. Principalmente vindo de um governo que, volta e meia, apresenta o seu perfil intervencionista, inclusive em relação à mídia. Então, não acredito que esta matéria esteja madura para ser votada imediatamente. A posição do PSDB é de aguardar que essa negociação possa avançar e esse viés intervencionista que traz o projeto possa ser revisto. O PSDB não está confortável.
 
Aguardar até o ano que vem se for necessário?
 
Se for necessário. Vai ter um grande encontro internacional sobre essa questão. Quem sabe dali não se possa tirar experiências que possam permitir um amadurecimento desse projeto. Vejo uma ansiedade muito grande do governo nessa votação. E a nossa posição sempre foi pela neutralidade, mas contra esse intervencionismo ou essa possibilidade de intervencionismo do governo federal.
 
Sobre apoio do PSDB no Rio de Janeiro.
 
Estamos conversando com o César. A decisão que o PSDB tomará no Rio de Janeiro será em conjunto com o Democratas, no que depender do PSDB. Temos lá manifestações de apoio de partidos importantes, que têm uma outra opção para o governo do estado, como o Solidariedade,  PSD e parcelas do próprio PMDB, mas vamos buscar construir uma candidatura ao governo, uma candidatura própria ao governo, com os nossos aliados, em especial o Democratas e o PPS, que têm conversado permanentemente no Rio de Janeiro. Tudo a seu tempo.
 
Sobre participação do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso na chapa do partido.   
 
Seria uma honra para qualquer pessoa, qualquer candidato ter o Fernando Henrique como companheiro. Mas isso jamais foi cogitado. Nem por nós e nem por ele.  O fato concreto é que Fernando Henrique é, hoje, uma figura pública extremamente respeitada no Brasil. E, acho, influente também no processo eleitoral. O que saiu é real: as pesquisas qualitativas, todas elas, mostram que há hoje uma compreensão mais ampla da sociedade brasileira, independente de renda, de nível social, da importância da figura do Fernando Henrique, da importância do governo do presidente Fernando Henrique, para que nós chegássemos até aqui. Então há, sim, uma intenção de tê-lo cada vez mais presente - como ele tem estado nas negociações. Tivemos nessa sexta-feira um dia inteiro de reuniões - que essas vocês não identificaram - desde as 9 da manhã até às 18 horas. Várias reuniões setoriais, com gente que está conduzindo o programa de governo, alguns políticos, empresários. Então, há um engajamento dele cada vez maior nesse projeto. Mas não se cogita essa questão da composição da chapa. Pelo menos por enquanto. 

Sobre o candidato a vice na chapa do partido.  
 
Tudo na hora certa.   
 
Pode ser do DEM?  
 
É uma possibilidade concreta, tem que ser avaliada. Temos uma aliança hoje muito avançada com o Democratas, com o Solidariedade, e temos nomes do próprio partido, que serão avaliados. Nós não temos pressa pra isso. Nós vamos definir essa questão no final do mês de maio. É o nosso time.  
 
Sobre matéria que diz que o lançamento da pré-candidatura do partido foi adiado.  
 
Não tem nada. Eu vi isso, mas não sei de onde surgiu. Na verdade, não estava nada marcado. Existia uma proposta de eventualmente fazer alguma coisa em São Paulo, e eu vou estar em São Paulo com o governador Geraldo Alckmin no sábado, no Congresso Paulista de Municípios, em uma cidade inclusive governada pelo PSDB. Vamos estar juntos e vamos conversar um pouco sobre isso. Mas não há uma previsão de lançamento. Não tem a necessidade de fazer isso.
 
Nosso esforço agora é esse, ao qual estou me dedicando: finalizar a construção dos palanques regionais e, de forma cada vez mais clara, mostrar que já deu. Acho que o termo é esse. Acho que o sentimento que nós colhemos, inclusive, nessas avaliações, nas viagens que fazemos, nas próprias pesquisas. Já deu em relação a isso que está aí. O absurdo da continuidade da maquiagem fiscal, aliada à incapacidade de se construir um governo minimamente eficiente, e à perda de rumos.
 
Nós vemos aqui um governo que virou uma biruta de aeroporto, não sabe para que lado aponta. Esse é o retrato, hoje, que talvez melhor reflita um sentimento que não é meu não, é da própria base. Não se sabe o que o governo quer aprovar, não se sabe quem fala pelo governo aqui ou na Câmara Federal. As figuras amanhecem ministros e dormem fora, e vice-versa, sem que seja dada importância maior a isso.
 
Eu achei um quadro preocupante a imagem, a foto, de ilustres desconhecidos assumindo – com todo respeito pessoal que todos mereçam ter –, sem a dimensão, a experiência para ocupar cargo de ministros de Estado. Na verdade, esse é o retrato do governo da presidente Dilma.
 
Sobre o PMDB-RJ.
 
Tenho recebido manifestações de setores do PMDB, que recebo com muita satisfação. Mas o PSDB, ao lado do Democratas, ao lado do PPS, está construindo uma alternativa, um palanque, uma candidatura no Rio. Obviamente, se houver setores que hoje apoiam o governador Sérgio Cabral, como, por exemplo, já manifestou o Solidariedade, que hoje participa do governo, o PSD, que também participa do governo, e setores do PMDB, de uma simpatia, um eventual apoio a nossa candidatura, isso é bem vindo. Mas isso é uma manifestação que vem deles. O governador Sérgio tem reiterado o seu compromisso com a presidente da República e eu respeito.
 
É o que eu estou vendo. Isso não impede que forças que estão hoje na base de sustentação dele estejam nos apoiando. Mas nós vamos apresentar, nosso esforço é para apresentar uma alternativa para o Rio de Janeiro. Sem pressa nenhuma, na hora certa. Estamos construindo isso.
 
Existe preferência pela chapa puro sangue no PSDB Nacional?
 
Não existe. Agora vamos viver a época das especulações. As pessoas ouvem muitas coisas aí, não sei onde, e transformam em opinião minha. Essa construção da chapa será a partir de um entendimento, do qual participará, especialmente, o presidente José Agripino, do Democratas. Essa é a minha palavra, de forma cabal em relação a isso. É até bom que eu diga. Essa decisão será tomada no final de maio, num entendimento que passará pelo presidente José Agripino Maia, do Democratas, e pelo presidente do Solidariedade, Paulinho da Força. São os partidos que já se manifestaram publicamente em favor da nossa candidatura. Então, a partir daí qualquer coisa é possível. E temos boas alternativas que eu não vou especular porque senão vira fato. Mas o prazo é esse. Até porque não nos interessa antecipar isso. Não será tomada uma decisão distante ou alheia à vontade do Democratas e do Solidariedade.
 
O senhor esteve com o governador Geraldo Alckmin?
 
Não. Falei com ele pelo telefone e combinamos essa agenda de sábado agora. É um tema que me agrada muito, porque é a questão dos municípios. Grande parte deles em insolvência em razão do abandono da agenda federativa por parte do governo. Tudo que o governo se comprometeu a fazer, do ponto de vista federativo, não fez. Falhou. Faltou com a verdade nos acordos que fixou aqui no Congresso Nacional. E o próprio ministro teve que aqui, de forma vergonhosa, desfazer um entendimento que seria muito importante para os estados. Vamos falar disso tudo. Vamos falar do mal que esse governo faz também para a Federação. Esse vai ser um encontro emblemático porque nós vamos externar algumas das propostas que nós temos para a questão municipalista, para os municípios e para os estados.
 (agenciadenoticias@psdb-mg.org.br)

Comentários:

Seja o primeiro a comentar!


Deixe seu comentário:

Aceita receber as novidades do Jornal União em seu e-mail?
* todos os campos são obrigatórios