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O Economista e Deputado Federal Luiz Carlos Hauly concedeu entrevista exclusiva ao Jornal União. Entre os assuntos abordados, a atual crise econômica no Brasil e os projetos apresentados pelo Deputado.

Para o Deputado, uma série de fatores fizeram com que o Brasil chegasse na crise que vivemos hoje.

“Tem o problema estrutural que é a falta das reformas que nunca foram feitas. Desde a Assembleia Nacional Constituinte de 1988 que devíamos ter feito todas as reformas do país. Regras claras para o sistema tributário, previdência e o sistema trabalhista por exemplo não foram feitas, e esses problemas foram crescendo ao longo dos últimos 30 anos. Outro ponto importante são as crises mundiais, o Brasil acabou saindo muito abalado de todas elas”, explica Hauly. “Passaram oito anos do governo Fernando Henrique, oito anos do governo Lula e cinco anos do governo Dilma, e nada de importante foi feito na estrutura previdenciária. Falta de medidas e regras claras fizeram com que chegássemos aonde chegamos. Deixaram que as ações trabalhistas entupissem o judiciário com milhões de ações caríssimas para todos os lados, ruim para o trabalhador e para o empresário e pior para o país”, conta.

Hauly ainda acredita que o último governo ajudou com fatores importantes para que a crise fosse desencadeada.

“Os últimos cinco anos do governo Dilma, foram uma total incompetência e irresponsabilidade, destruição da estrutura inclusive da Petrobras e Eletrobrás, acabaram com as finanças da União, entre outros casos que estamos vendo. Sem contar a corrupção, que somada a tudo isso levaram o Brasil à essa situação”, conclui.

Projeto de Lei para o Ensino Superior

O Deputado Federal Luiz Carlos Hauly apresentou no ano passado o projeto de lei n.º 5.100/16. Esta proposta tem o objetivo geral de democratizar o ensino superior e visa: aumentar a relação candidatos/vaga; reduzir a evasão; facilitar a escolha da carreira profissional; valorizar o mérito; e maximizar o potencial instalado das Instituições Públicas Federais de Ensino Superior (IFES).

Concebida no início da década de 1990 pelo professor José Carani, sob a forma de um novo sistema de acesso, a proposta foi implantada no curso de graduação em Matemática da Universidade Federal do Espirito Santo – UFES. A partir da conclusão da 1ª turma e da comparação com as experiências dos cinco anos precedentes, os dados estatísticos constantes do Relatório do Departamento de Matemática, segundo o autor da proposta, evidenciaram o sucesso da iniciativa: no campus de Vitória/ES, a relação candidatos/vaga, que nos cinco anos anteriores à implantação do sistema, era de 3,65/1, passou para 13,26/1 - um acréscimo de 263%, e a evasão, que do 1º para o 2º semestre letivo chegava a 60%, caiu a zero com o novo sistema, tendo permanecido, nos semestres seguintes, drasticamente reduzida.

“O professor José Carani, há mais de 20 trabalha a ideia de aumentar o número de vagas nas universidades e fazer o acesso dos alunos como é feito nos Estados Unidos e Europa, através das notas. Com isso o aluno entra no ensino superior pelos seus méritos”, explica Hauly. “Os alunos ingressam na Universidade e vão estudar as matérias básicas nos primeiros anos. Quando concluir essa etapa, o aluno escolhe para que área quer seguir e em qual curso vai estudar. Com esse proposta, vamos tirar a escolha do curso na pressão do vestibular, já que esse processo de seleção vem desgastando cada dia mais o candidato” conclui.

Operação Lava a Jato

Durante a entrevista, o deputado expressou sua opinião à Operação Lava a Jato.

“Temos que separar o joio do trigo. O que for crime tem que ser punido, independentemente se for político, empresário ou de qualquer área. E eles estão fazendo isso, nunca houve uma serie de prisões como essa que vemos agora. Vários políticos e empresários presos em Curitiba e em todo o Brasil. Já fizeram muito e tem muita coisa ainda a ser feita”, conta.

Para ele o combate à corrupção deve ser diário e isso faz com que o Brasil pense melhor antes de votar.

“O Brasil já mudou, é outro país depois dessas prisões. O combate à corrupção deve ser permanente. Deve ser feito dia e noite. Sempre vai ter alguém querendo tirar proveito dos outros, principalmente na área pública. Cada real desviado da corrupção é um real a menos nos investimentos diretos com a sociedade”, conclui Hauly.

Confira a entrevista na íntegra:  

Henrique Reis/JU

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