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Sediar uma Copa do Mundo não mexe só com a cabeça dos apaixonados torcedores brasileiros, mas também com a infra-estrutura de um país todo. Além da Copa do Mundo, que acontece em 2014, o Brasil vai sediar as Olimpíadas em 2016. Os dois eventos vão exigir investimentos em construção ou modernização de estádios, aeroportos, hotéis, rodovias, entre outros.

O Ministério do Turismo espera 600 mil turistas estrangeiros, além de 3,1 milhões de turistas nacionais. O BNDES estima que os dois eventos causem um impacto na economia de aproximadamente R$ 183,2 bilhões. Só o orçamento do programa apresentado pelo banco para a construção e reforma dos estádios que receberão jogos da Copa de 2014 e investimentos relacionados à urbanização de seus entornos é de R$ 4,8 bilhões; os investimentos necessários nas redes de hotelaria para estes eventos chegam a R$ 2 bilhões.

Diversos profissionais deverão ser recrutados para a missão de proporcionar qualidade de serviço durante as duas competições mais importantes do esporte mundial. Entre eles, um profissional específico deve ser requerido: O tecnólogo em logística. Esse profissional é responsável por toda a cadeia de processos, armazenagem e movimentação, além disso, também faz a análise completa e criteriosa de todos os detalhes essenciais para utilização de recursos de forma mais eficaz, econômica e precisa. O sucesso desse profissional é o sucesso do evento. Essa perspectiva de uma abertura de marcado está animando os alunos do curso de Tecnologia em Logística da Unopar.

Para o Professor Henrique Gambaro Vieira, que coordena o curso, esse profissional é primordial para o planejamento de grandes sistemas. “Hoje, a noção de logística está presente em todas as empresas, o profissional é capaz de realizar o planejamento de forma que haja um custo eficiente e sustentável. Na Copa não será diferente.” diz ele.

O coordenador cita como exemplo os sistemas de transporte. O profissional de Logística é responsável pela organização e planejamento dos roteiros que levarão as comissões técnicas e os times dos estádios aos hotéis, cuidando de detalhes como os horários, segurança, escolha dos veículos, para que não haja nenhum imprevisto como atrasos.

Segundo Henrique Gambaro, esse profissional normalmente é empregado em indústrias e empresas de transporte. Contudo tem ganhado cada vez mais espaço em outros setores.

Ainda de acordo com Gambaro, o tecnólogo de logística sai da universidade com uma visão ampla sobre os processos de produção. “O tecnólogo tem uma noção multidisciplinar, ou seja, é capacitado para promover a organização dos sistemas e integrá-los. Ele tem conhecimentos sobre transporte, tecnologia, mercado financeiro, entre outras disciplinas, que oferecem uma visão mais ampla dos procedimentos” explica ele.

De acordo com o gerente geral de logística da Viação Garcia, Carlos Aparecido Cândido, a demanda gerada pela Copa e Olimpíadas será muito grande e podem faltar profissionais para trabalhar no ramo. “Existem poucos profissionais capacitados de fato para gerenciar um acontecimento de grande porte, isso deve aumentar a procura por especialização nessa área.” comenta ele.

Cândido ainda fala sobre a eficácia desse profissional diante das situações do cotidiano “Esse profissional deve possuir uma visão sistêmica e trabalhar com uma coordenação dentro de um organograma. Ele tem a capacidade de estar preparado dentro de planejamento estratégico e atuar em situações diversas dentro de uma empresa”, afirma o gerente geral

Há 25 anos na empresa, Carlos comenta que o dia-dia do profissional no mercado é trabalhar com resultados completos. “No meu trabalho, é primordial que haja essa organização, sem ela, nós estaríamos sem condições de cumprir nossos compromissos, portanto, não é só planejar, mas executar o planejamento de forma integral” explica ele

Sem dúvida, durante um evento de extensão mundial como uma Copa do mundo, o tecnólogo de logística tem um papel relevante. O desafio dele é exatamente planejar e solucionar os processos burocráticos para que o Brasil, não ganhe apenas uma nova estrela no uniforme, mas reproduza a competência do mercado de trabalho brasileiro e dos seus profissionais para o mundo todo.

(Asimp/Unopar)

 

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