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O segundo debate promovido pelos senadores Gleisi Hoffmann (PT-PR) e Roberto Requião (PMDB-PR) para discutir a reforma da Previdência lotou o auditório da Unioeste, em Cascavel, na quinta-feira (02). O primeiro evento, realizado na segunda-feira de carnaval, em Francisco Beltrão, também foi sucesso de público.

A presença maciça da população demonstra a insegurança dos trabalhadores com as mudanças propostas pelo governo de Michel Temer. Os brasileiros estão assustados e têm motivos para isso, afinal, foi um longo percurso até que esses direitos fossem assegurados.

Em trâmite no Congresso, a proposta da Reforma da Previdência pretende unificar as regras dos regimes geral e próprio, alterando a idade mínima para aposentadoria de homens e mulheres e determinando os valores mínimo e máximo para o pagamento. As mudanças afetam trabalhadores do setor público e da iniciativa privada, prejudicando principalmente os mais pobres.

Para Gleisi, a seguridade social é uma das maiores conquistas que os brasileiros tiveram com a Constituição de 88 e agora está ameaçada. Segundo a senadora, as mulheres serão mais penalizadas com a reforma, pois geralmente recebem uma remuneração menor que a do homem para desempenhar a mesma função e, muitas vezes, não conseguem ter tempo de carteira assinada.  Além disso, fazem  dupla ou tripla jornada, com os trabalhos domésticos e o cuidado dos filhos.

No caso das trabalhadoras rurais a situação é ainda mais grave,  já que elas começam a trabalhar na roça muito cedo e só poderão se aposentar aos 65 anos.  “É uma crueldade o que este governo pretende fazer porque essa reforma vai penalizar  a população mais pobre do país. É  uma reforma contra os pobres.”

Segundo a senadora Gleisi, somente com a força das ruas e com as entidades mobilizadas  será possível combater esses retrocessos. “E nós estaremos  no Congresso para ser a voz a população. Temos que resistir para que nenhuma mudança seja feita.”

Hoje, a pessoa pode se aposentar proporcionalmente e consegue se aposentar de uma maneira integral, mesmo com menos idade, pois é considerado o tempo de contribuição. Com a PEC, o governo muda a regra: as mulheres precisarão ter 65 anos de idade e 30 anos de contribuição para se aposentar, mas sem o benefício previdenciário completo. Para a pessoa se aposentar integralmente, ela precisa contribuir por 49 anos. Isso vai prejudicar a população mais pobre, que precisa dessa assistência.

Requião também criticou as mudanças propostas pelo governo Temer. “As pessoas contribuirão a vida inteira e vão morrer antes de se aposentar. Não podemos aceitar essa supressão de  direitos", declarou.

Asimp/Senado

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