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A senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR) denunciou ontem (30) o que chamou de desmonte do Estado por parte do governo interino Michel Temer. Ela disse que um dos exemplos desse desmonte  está no corte de subsídios do programa Minha Casa Minha Vida às faixas mais pobres da população.

O anúncio partiu do próprio Ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, a empresários da construção civil. Alegando restrições orçamentárias, o governo vai acabar com subsídios para os mutuários das faixas 1, que são os que ganham até R$ 1,8 mil e cujos imóveis são quase que totalmente pagos pelo Tesouro, e das faixas 2, que são as famílias que ganham até R$ 3,6 mil e cujas prestações são baratas, com os juros baixos.

— É só desta forma que uma pessoa pode ter casa quando ganha até R$ 1,8 mil. Que uma família pobre pode ter acesso à habitação. E habitação é dignidade. É como emprego. Você precisa de emprego para ter dignidade, para sustentar a sua família e precisa ter o teto pra abrigá-la, para cuidá-la e para protegê-la. Por isso esse programa foi lançado.

A senadora observou que os mutuários da faixa 3, que são as famílias com renda de até R$  6,5 mil, continuariam no programa, já que nesta faixa não há subsídios e a taxa da juros é de 8,5% ao ano.

Gleisi Hoffmann lembrou que o Minha Casa Minha Vida foi criado em 2009 e teve grande impacto na vida das pessoas e também na economia do país, com 2,6 milhões de casas entregues e 10,4 milhões de pessoas beneficiadas, gerando também emprego e renda.

Agência Senado

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