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O Conselho Diretor da Funtel, mantenedora do IPOLON, deve nomear na próxima sexta-feira, dia 21, uma espécie de interventor para administrar a entidade. Além disso, será instaurada uma comissão de sindicância para apurar possíveis irregularidades na gestão do colégio.

O IPOLON voltou às aulas hoje, terça-feira. Professores da instituição estavam em greve há 11 dias. Docentes e funcionários comemoraram, com rojões, a decisão do Conselho Diretor da entidade de afastar temporariamente o superintendente Moisés Betoni e a secretária dele Gisele Volsi.  A decisão foi tomada na noite de segunda-feira em uma reunião do Conselho Diretor.

O afastamento dos dois era condição fundamental para que os professores retomassem as aulas e uma greve iminente dos funcionários não ganhasse corpo.

“Foi uma vitória temporária, que pode ser consolidada se o Conselho tomar as decisões corretas e se inteirar do funcionamento do Ipolon. Uma entidade tão séria, com uma bela história em nossa cidade, não pode ser administrada de forma displicente e suspeitosa como vinha ocorrendo. Acreditamos que um novo horizonte se abre e queremos agradecer aos professores e funcionários por construírem esse novo tempo para o Ipolon”, disse Eduardo Toshio Nagao, presidente do SINPRO, Sindicato dos Professores.

Passo a passo da crise no Ipolon

- 29 de setembro: professores decidem fazer um dia de paralisação para protestar contra atrasos recorrentes de salários e de dois anos sem depósito de FGTS. No mesmo dia, pela noite, recebem o salário de agosto.

- 06 de outubro: Com novo atraso no salário, professores decidem entrar em greve por tempo indeterminado;

- 10 de outubro: grevistas apresentam manifesto com reivindicações para voltarem às aulas, entre elas, o afastamento do superintendente da Funtel, Moisés Betoni, e da secretária geral, Gisele Volsi, além da instauração de auditoria para apurar rombo de quase um milhão de reais na contabilidade do colégio.

- 11 de outubro: Mais de 90% dos professores assinam o manifesto;

- 13 de outubro: Conselho diretor se recusa a afastar superintendente e secretária, e intima SINPRO a dar explicações na Delegacia Regional do Trabalho. Mediador da Delegacia declara que a greve é legal e estranha o fato do presidente do Conselho não saber o valor do salário do superintendente do Ipolon.

- 14 de outubro: Conselho se reúne e reluta em afastar superintendente e secretária, alegando aguardar reunião de sábado, 15, com professores, funcionários e sindicato;

- 15 de outubro: em reunião geral no Ipolon, funcionários surpreendem e fazem revelações bombásticas contra a secretária e o superintendente da Funtel, entre elas, a de manipulação de dados da contabilidade, despejo de arquivos no lixo e ordem para que funcionários apagassem arquivos dos computadores contendo projetos da entidade.

- 17 de outubro: Alegando não ter dinheiro para pagar a rescisão contratual de Moisés Betoni e de Gisele Volsi, caso fossem demitidos, Conselho opta por dar-lhes “férias”.

- 18 de outubro: aulas recomeçam, com a promessa do Conselho de se reunir com professores e funcionários para encontrarem uma saída para o pagamento do mês de setembro e do FGTS atrasados.

- 21 de outubro: Conselho vai instaurar sindicância para apurar possíveis irregularidades cometidas e nomeará interventor para dar continuidade à administração da Funtel.

(Asimp_IPOLON)

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