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Os japoneses têm fortes motivos para investirem em Londrina; perspectivas são muito boas

Em entrevista à imprensa em seu gabinete ontem (1º), o prefeito Alexandre Kireeff relatou, com detalhes,  contatos feitos com empresários japoneses de vários setores e  destacou razões que justificam o interesse pelo norte do Paraná, especialmente Londrina.

Em viagem de 11 dias, Kireeff  esteve em Tókio e na cidade irmã de Londrina, Nishinomiya, entre outras, e voltou com boas perspectivas de investimento. Ele foi o representante da Prefeitura na 41ª Missão Comercial de Amizade Brasil-Japão.

Com um roteiro que incluiu importantes empresas japonesas, inclusive a maior cooperativa do mundo, situada em Tókio, encontros com representantes de diversos setores da economia japonesa e possíveis investidores, Kireeff cumpriu a missão de restabelecer ligações que estavam distantes entre Londrina e Japão e apresentar a cidade aos empresários. O consulado do Japão viabilizou a visita, planejando-a da maneira mais produtiva.

A resposta do empresariado à apresentação que o prefeito fez sobre Londrina foi positiva. Eles se mostraram abertos a viabilizar de imediato intercâmbio cultural, econômico e científico e se mostraram impressionados como Londrina, uma cidade jovem que completa 80 anos em 2014, já se apresenta de forma bastante desenvolvida.

Segundo Kireeff por motivos geopolíticos, o Japão procura investir em países que não ofereçam riscos de desastres naturais ou de conflitos, e que possam ampliar sua atuação no mercado mundial. O Brasil se enquadra nesse perfil e o prefeito colocou Londrina como uma candidata em potencial para receber investidores, demonstrando diferenciais da cidade, como a alta quantidade de instituições de ensino superior, quatro escolas internacionais, baixa taxa de violência, custo menor em relação a capitais, alta qualidade de vida e também ressaltou a grande colônia japonesa presente na cidade e região.

“Atingimos o objetivo de apresentar nossa cidade nas instâncias diplomáticas e governamentais do Japão, em especial os ligados ao estado de Ryogo e a cidade de Nishinomiya, que são o estado e a cidade irmãos do Paraná e Londrina respectivamente. Nós nos encontramos também com empresários com poder de investimento. Fomos bem sucedidos e vamos dar prosseguimento às tratativas para sacramentar esses investimentos na nossa cidade”, destacou Kireeff.

O prefeito citou algumas das ações desenvolvidas que buscam o intercâmbio econômico. “Visitamos a central de cooperativas japonesa, que é a maior do mundo em importação de grãos e proteínas animais. O objetivo agora é aproximar nossas cooperativas e empresas privadas da cooperativa japonesa para que comecem negociações. Temos também a expectativa de que um Medical Center, que desenvolve equipamentos médicos e odontológicos, se instale no nosso Parque Tecnológico, a partir do que conversamos ao longo de 2013 com a Câmara de Comércio Brasil-Japão. Vamos formalizar a intenção e esperamos que até outubro possamos concretizar a vinda desse centro.”

Kireeff destacou a forte expressividade de Londrina, e acredita que a cidade está apta a exportar para o mercado japonês. “A nossa posição e histórico com o agronegócio torna natural a possibilidade de fornecimento de proteínas de origem animal e vegetal para o consumidor japonês, que já é importador desses produtos. A Cocamar de Maringá já conseguiu esse tipo de intercâmbio comercial, e não há nenhum motivo para que as empresas londrinenses não sigam o mesmo caminho, uma vez que tem toda a competência para isso.”

O prefeito também conheceu serviços públicos ofertados no Japão e se interessou por alguns modelos. “Vimos opções de serviços públicos muito interessantes no Japão. Em Nishinomiya provocamos o prefeito da cidade para que estabeleçamos parcerias para compartilharmos experiências e modelos de serviço em todas as áreas da administração pública. Podemos adquirir novos conhecimentos, e, se for a melhor opção, implantá-los.”

Kireeff disse que teve facilidade em apresentar uma cidade próspera como Londrina. “Apresentar uma cidade como a nossa, com esse nível de desenvolvimento econômico e social e tão jovem é um diferencial mundial. Temos oito universidades, mais de 40 mil estudantes de nível superior, 16 instituições de ensino superior, taxas de desenvolvimento aceleradas, serviços públicos de qualidade. Nós impressionamos muito as autoridades e os empresários japoneses, o que nos faz acreditar que temos a real possibilidade de atrair investimentos.”

Núcleo de Comunicação/PML

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