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Todo educador sabe que aprender brincando é muito mais eficaz e divertido. Esse conceito já passou das salas de aula para o mundo empresarial. Os jogos de empresa são a ferramenta mais usada atualmente para treinamento e seleção de pessoal. Para falar sobre essa ferramenta e ensinar como usá-la, estará em Londrina neste sábado a professora Maria Rita Gramigna, pioneira e especialista na área. Ela vai ministrar uma aula no Ensino a Distância (EaD) da Unopar.

Maria Rita é pedagoga e pós-graduada em Administração de Recursos Humanos, Mestre em Criatividade Aplicada Total pela Universidade de Santiago de Compostela (Espanha) e diretora presidente do IGP - Instituto de Gestão de Pessoas. Ela é também autora de diversos livros, professora de mestrado na Universidade Fernando Pessoa (Portugal) e escreve para diversos jornais e revistas de circulação nacional.

A aula da professora Maria Rita será neste sábado, dia 28 de maio, das 8h às 11h45, na sala de transmissão do EAD da Unopar, que fica no campus da Rua Tietê.

Segue entrevista feita com a professora Maria Rita pela assessoria de imprensa da Unopar ontem, dia 26 de maio.

Entrevista

Unopar: O que são jogos de empresas?

Maria Rita: Os jogos de empresas são uma metodologia que pode ser usada como ferramenta no treinamento e seleção de pessoal. A gente chama de jogo porque existe uma avaliação da performance das equipes. A partir da simulação, que é o jogo, é possível aprender em cima dos erros e acertos. Essa ferramenta está sendo muito utilizada pelas empresas em todo o Brasil.

Unopar: Existe uma limitação com relação ao número de funcionários? Os jogos podem ser usados por grandes e pequenas empresas?

Maria Rita: Certamente. Não importante o tamanho da empresa nem a quantidade de funcionários. Existem até jogos individuais. Eu atuo muito com o Sebrae junto às microempresas e os jogos são muito utilizados.

Unopar: A senhora é uma especialista em criatividade, uma capacidade cada vez mais valorizada nos processos de seleção e mais exigida dos trabalhadores. Toda pessoa é criativa ou essa capacidade pode ser aprendida?

Maria Rita: Eu costumo falar que a criança tem todos os indicadores da criatividade: curiosidade, pesquisa, imaginação. Todos temos potencial criativo mas o que acontece é que isso é deixado de lado a partir do momento em que usamos cada vez mais o lado racional, até por exigência do próprio mercado de trabalho. Quando assumimos um cargo ou uma atividade, geralmente ela já está esquematizada. As empresas também só inovam quando erram. É aí que entra o jogo de empresa, ajudando as pessoas a redescobrir seu potencial criativo. Eu costumo dizer que a empresa que não cria, morre. Veja só, o próprio Ensino a Distancia é uma inovação. Quem poderia imaginar, anos atrás, que eu iria dar uma aula numa sala sem alunos, para alunos do Brasil inteiro? Se eu não tiver essa capacidade de me adaptar à mudança e criar novas maneiras de trabalhar meu potencial, eu não consigo sobreviver no mercado de trabalho.

Unopar: Por falar em dar aula, como uma pedagoga foi parar no RH?

Maria Rita: Eu sempre atuei na área de educação. Na década de 80 fiquei sabendo que as empresas estavam dando oportunidade para pedagogos na área de treinamento e me interessei. Fui selecionada por uma empresa, fiz gerenciamento, me especializei. Fui pioneira aqui no Brasil com os jogos de empresas. Fiz um curso sobre isso em Portugal, organizei a metodologia, a parte didática, e coloquei em prática. Logo uma editora me chamou e eu comecei a escrever livros e dar treinamentos no Brasil inteiro. O pedagogo é muito mais valorizado na empresa do que na sala de aula.

Unopar: Outra capacidade bastante abordada nos seus livros e artigos é a liderança. O que a senhora chama de liderança inovadora?

Maria Rita: As empresas, hoje, exigem liderança mesmo das pessoas que não ocupam cargo de chefia. Essa capacidade tem sido testada até nos trainees. A liderança está em alta e vale mais no mercado do que o próprio Q.I. (quem indica). Quem já montou time de futebol ou foi síndico do prédio, enfim, qualquer candidato que já tenha tido uma experiência de liderança vai estar melhor qualificado na disputa por uma vaga de emprego.

Unopar: E os jogos de empresas se aplicam também à liderança?

Maria Rita: Com certeza. O jogo de empresa é uma ferramenta excelente para desenvolver todo tipo de competência, inclusive aquelas que um líder precisa ter. Por exemplo, a capacidade de negociar. Através do jogo a gente verifica quais os funcionários que demonstram melhor essa competência e ao mesmo tempo, através da simulação, ensinamos essa competência para aqueles que não têm oportunidade de utilizá-la de maneira freqüente na sua atividade diária. Tem jogo para todo de competência. Podemos trabalhar planejamento, criatividade, negociação... Depende da necessidade da empresa. 

(Asimp/Unopar)

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