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O ato para celebrar os 30 anos das Diretas Já, promovido pelo PMDB na segunda-feira (20), reuniu na sede estadual do partido em Curitiba, lideranças políticas e sindicais, entidades de classe, deputados federais e estaduais, ex- parlamentares e militantes de várias agremiações. O encontro suprapartidário, para lembrar a fase mais importante da história política contemporânea brasileira, colocou lado a lado atuais adversários políticos que na época eram companheiros de partido e foram responsáveis pelo movimento.
 
Entre os presentes, estavam o ex-governador Orlando Pessuti, o senador Sérgio Souza, o deputado federal Osmar Serraglio, o secretário de estado Luiz Claudio Romanelli,  do PMDB , o governador Beto Richa, o senador Alvaro Dias e o deputado federal Luiz Carlos Hauly, do PSDB, o presidente da Câmara Municipal de Curitiba, Paulo Salamuni (PV), e vereadores de vários partidos.
 
O ex-governador Orlando Pessuti, secretário geral do PMDB, disse que o momento era de celebração e que todos que estavam ali, tiveram papel fundamental na construção da redemocratização do país e a grande maioria iniciou sua vida pública no PMDB. “Isso nos mantem numa ligação de respeito e amizade”, enfatizou Pessuti.
 
Para o senador Alvaro Dias, que na época do movimento das diretas era presidente do partido, voltar à sede do PMDB lhe trouxe muitas lembranças e muita emoção. “Trata-se da sede da democracia. É Impossível evitar que nossa memória faça essa viagem no tempo. A gente sai do PMDB, mas o PMDB não sai de dentro de nós. Pode-se tentar muitas versões sobrea história das Diretas, mas não se pode negar jamais que o PMDB do Paraná foi a vanguarda do começo ao fim dessa história”, declarou o senador.
 
O deputado federal Osmar Serraglio, presidente do PMDB estadual, ressaltou a importância do movimento das Diretas e da celebração dos 30 anos. “Foi aqui em Curitiba que tudo começou e não podemos deixar essa fase que marcou a história da democracia no Brasil, cair no esquecimento. Trinta nos se passaram e hoje é completamente absurdo imaginar que não podíamos votar para presidente, prefeito, governador. É impossível aceitar que havia a proibição de se chamar um partido de partido e que prisões não haviam “habeas corpus”. Era esse raciocínio que dominava o período onde policiais militares eram comandados por generais do exército. Foi por tudo isso que que nasceu o movimento das Diretas. Nossa Pátria está nesse movimento que hoje comemoramos”, reforçou Serraglio
 
O governador Beto Richa lembrou que ainda era muito jovem na época, mas disse que cresceu vendo o pai, José Richa, atuando ativamente no processo das Diretas. Beto também falou da emoção de estar revivendo essa história na sede do PMDB, onde tudo começou. “Aqui era o QG da democracia e aqui nasceram as campanhas que elegeram meu pai ao governo e Alvaro para o Senado em 1982, na primeira eleição direta para o governo no regime militar. Foi aqui que comecei a participar da vida política, ajudando a criar o Comitê do Primeiro Voto”.
 
Um dos coordenadores da frente suprapartidária que organizou o encontro, o secretário do Trabalho Luiz Claudio Romanelli, foi um ativo militante do movimento das Diretas no Paraná. Romanelli era responsável pela elaboração e distribuição dos materiais de propaganda. De acordo com ele, foi um momento inesquecível e de grande riqueza na história política do país. “É imprescindível relembrar neste ato dos 30 anos, que foi no movimento das Diretas que começou a construção da justiça social, das liberdades democráticas e da redemocratização da qual todos nós fizemos parte”, disse.
 
Homenagem
 
O encontro que celebrou os 30 anos das Diretas Já, também foi dedicado à memória daqueles que organizaram e participaram daquele momento histórico. Entre eles, o ex-governador José Richa, ex-prefeito Maurício Fruet, pai do prefeito Gustavo Fruet, ex-vereador Adhail Sprenger Passos, Ulysses Guimarães, Tancredo Neves, Franco Montoro, Leonel Brizola.
 
História
 
O comício da Boca Maldita teve a participação de Tancredo Neves, José Richa, Ulysses Guimarães, Leonel Brizola, Franco Montoro, da atriz e deputada Bete Mendes (na época no PT), Osmar Santos (se tornou locutor oficial dos comícios em todo Brasil), Raul Cortez, Dina Sfat, Ruth Escobar, Martinho da Vila, Irene Ravache. Fafá de Belém, Wando e Belchior

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