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Professora Elisangela Pinafo desenvolverá pesquisa apoiada pelo Ministério da Saúde, CNPq e Fundação Araucária

Pesquisadora espera contribuir para o aprimoramento da Gestão da Saúde no SUS e para melhorar da qualidade da assistência prestada na rede pública

Um estudo inédito sobre a gestão de trabalho no Sistema Único de Saúde (SUS) da professora Elisangela Pinafo da Universidade Estadual do Norte do Paraná (UENP), apoiado pelo Ministério da Saúde, CNPq e pela Fundação Araucária, será realizado em 82 municípios do norte do Paraná. A pesquisadora, do campus Luiz Meneghel – de Bandeirantes, analisará o processo de gestão da força de trabalho no SUS a partir da percepção da equipe gestora. O projeto tem o objetivo, dentre outros aspectos, de identificar e caracterizar a equipe gestora municipal; critérios utilizados para designação desse grupo; analisar os instrumentos utilizados na gestão, assim como a estrutura existente para as atividades.

Para os estudos, que têm a perspectiva de melhorar a qualidade da assistência prestada na Rede Pública de Atenção à Saúde e contribuir para o aprimoramento das atividades, com a eficiência da gestão dos serviços, além de fomentar a elaboração de estratégias de fixação da força de trabalho em municípios de pequeno porte (com população inferior a 20 mil habitantes), serão investidos R$ 125 mil. O desenvolvimento da pesquisa quanti-qualitativa contará com o apoio da Universidade Estadual de Londrina (UEL) e da Secretaria de Saúde do Estado do Paraná por meio da 16ª, 17ª, 18ª, 19ª e 22ª Regionais de Saúde e os 82 municípios de pequeno porte da região, relacionados para a pesquisa. A população de estudo será composta pelos profissionais de saúde que fazem parte da equipe gestora das localidades em estudo.

A professora explica que, no primeiro momento, será realizado, junto às Regionais de Saúde e secretários municipais de saúde desta área, o levantamento do nome das pessoas chaves dos municípios para o desenvolvimento das atividades que dão suporte à construção do SUS como ações de planejamento, avaliação, pactuação de metas, organização de ações e programas, sistemas de informações e indicadores de saúde, reuniões, dentre outros. No segundo movimento, serão coletados dados com a equipe gestora meio, comenta Elisangela. “Esta coleta será dividida em duas partes: questionário para análise do perfil da equipe, realizada com todos os membros dos 82 municípios em estudo abordando aspectos como faixa etária, sexo, formação acadêmica, tempo de serviço na área da saúde e experiência na área de gestão, e também entrevista com roteiro semiestruturado, aplicado a uma amostra de conveniência. A entrevista abordará: preparação para participação na gestão; atividades desenvolvidas na gestão; apoio no desenvolvimento de atividades; tecnologias/ferramentas utilizadas para a produção da gestão no cotidiano, fortalezas e dificuldades existentes no município para o desenvolvimento desta gestão”.

De acordo com informações da professora, que utilizará as pesquisas como base para os estudos de doutorado que realizará na UEL, a esfera municipal tornou-se a principal responsável pela gestão da rede de serviços de saúde no País. Para responder a essa demanda, os municípios tornaram-se os principais gestores da força de trabalho. No Brasil, dos 5.505 municípios, 3.865 são de pequeno porte, que significa 70,19% de sua totalidade. Por serem de pequeno porte, acentua a pesquisadora, muitos deles não têm sequer uma base técnica no âmbito municipal, ou mesmo capacidade de assumir a gestão da rede de serviços de saúde instalada. No norte do Paraná, na área de abrangência da macrorregião norte do estado, estas cidades representam mais de 80% da totalidade.

Feliz pela aprovação na pós-graduação stricto sensu e pela conquista do primeiro edital PPSUS pela UENP, pesquisa intitulada "A gestão do trabalho no SUS em municípios de pequeno porte do Paraná a partir do olhar da equipe gestora", Elisangela partilha: “É uma grande satisfação ter o meu projeto de Doutorado na UEL aprovado, ainda mais fazendo parte de uma proposta do PPSUS, pois se trata de um dos maiores editais lançados pelo Ministério da Saúde, CNPq e Fundação Araucária, que mais angariou recursos financeiros para a área de aprimoramento do SUS na atualidade”. Ela reconhece ainda que “Esta participação me proporcionará maior conhecimento e experiência na área, bem como no desenvolvimento e aprimoramento da capacidade de gestão de pesquisas de maior porte como esta”.

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