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Obra vai ajudar na investigação de casos de violência e abuso sexual de crianças e adolescentes; história convida criança a fazer parte do enredo com desenho

Foi realizado ontem (18), em evento na rede Livrarias Curitiba, o lançamento do livro “O segredo da Tartanina”, escrito por psicólogas do Centro de Referência Especializado de Assistência Social (CREAS). O lançamento faz parte da Semana Municipal de Combate ao Abuso e Exploração Sexual Infanto-Juvenil, promovida, por sua vez, pela Secretaria Municipal de Assistência Social.

Com o propósito de ser um serviço de proteção e prevenção contra o abuso sexual infanto-juvenil, o livro foi escrito de forma a investigar casos de violência e abuso junto às crianças. Segundo uma das autoras, Alessandra Rocha Santos Silva, o material inicialmente foi elaborado para uso no próprio CREAS, há quatro anos.

Segundo a psicóloga e coordenadora do CREAS III, o material, inicialmente desenhado a mão, foi enviado à Universidade da Família (UDF), que se interessou pelo projeto e ajudou na produção do livro. “Mais que uma produção lúdica, esse livro é uma ferramenta importante na investigação dos casos de violência e abuso sexual infanto-juvenil”, explicou.

Os livros podem ser adquiridos pelo site http://www.udf.org.br/tartanina ou nas livrarias de toda a região. Também, serão disponibilizados exemplares às escolas e instituições. Assinam a obra, as psicólogas Alessandra Rocha Santos Silva, Irene Costa, Sheila Maria Prado Soma e Cristina Fukumori Watarai. As ilustrações foram feitas por Saulo Nunes.

História

No livro, além de informações para os adultos, por exemplo, como identificar e agir nos casos de abuso, a criança também entra em contato com uma história intrigante, e é convidada a participar dela. Segundo Alessandra, o material foi desenvolvido, especialmente, para proporcionar aos pais condições de acompanhar e aconselhar os filhos no esforço de preveni-los de eventuais abusos.

Na história, Tartanina é uma pequena tartaruga vítima de abuso, e que tem medo de contar para alguém e ser penalizada por isso. No decorrer da história, assim como uma criança que sofre abuso, a personagem deixa a companhia dos amiguinhos e evita falar sobre o “segredo” que carrega. O relacionamento da personagem com a professora é destacado na história para incentivar a criança a se abrir com os adultos.

De modo bastante leve, as autoras abordam o assunto, sem assustar a criança. “Tentamos passar o contexto do abuso de forma leve. Abordamos ainda o medo, a culpa, a vergonha e o medo da punição que as crianças abusadas têm, representando tudo isso, por meio do ‘segredo’ que a personagem principal carrega”, informou.

O livro também traz espaços em branco e incentivo, para que a criança desenhe e faça parte da história, procedimento que propicia a criança revelar fatos que podem levar à descoberta do abuso. “Como mãe, posso dizer como é difícil dar esse tipo de orientação aos filhos. Como técnica, posso afirmar que esse instrumento produz bons frutos”, completou Alessandra. (Ncom_PML)

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