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Projeto do curso de Enfermagem da Unopar de Arapongas atende necessidades de doentes do coração no Hospital João de Freitas

Um diagnóstico de doença cardíaca costuma ser um choque para qualquer pessoa. E o impacto é ainda maior quando o caso exige cirurgia. Já debilitados fisicamente, esses pacientes são assaltados pelo medo, insegurança e uma terrível sensação de vulnerabilidade diante da possibilidade da morte iminente. Para ajudá-los a enfrentar esse momento tão difícil, alunos do curso de Enfermagem da Unopar em Arapongas criaram há pouco mais de um ano um projeto de extensão permanente chamado Assistência à Qualidade de Vida Perioperatória na Cirurgia Cardíaca. A idéia é identificar quais as necessidades desses pacientes e atendê-las, na medida do possível. O projeto é uma parceria da Universidade com o Hospital João de Freitas e já atendeu mais de 400 pacientes. 

O trabalho é coordenado pelos professores Leandro Saldivar da Silva, Vera Lucia Miranda da Silva e Graziela Stefanuto. Participam preferencialmente alunos do último semestre que já estão capacitados para atender estes pacientes. O primeiro contato acontece durante o estágio obrigatório. É nesta fase que os alunos conversam com os doentes e coletam as informações. Quando percebem situações que o projeto pode amenizar ou resolver, os estudantes entram em ação.

Um exemplo são os pacientes que precisam de apoio espiritual. O projeto busca este atendimento junto às pastorais e líderes religiosos. Outro exemplo envolve os pacientes que sentem-se isolados; eles são incluídos em estratégias de interação social.

Uma das últimas atividades realizadas pelo Projeto foi a campanha “Doutores da Esperança”. Os alunos trouxeram a irreverência e a alegria dos palhaços para uma encenação dentro do hospital. “Essa ação foi feita com o propósito de mostrar aos pacientes que eles estão vivos e que não é porque eles estão na iminência de uma cirurgia que a possibilidade de vida acabou”, explica o coordenador do curso de Enfermagem da Unopar de Arapongas, Lucio Mauro Rocker dos Santos.

O professor garante que os resultados do projeto são visíveis. “Intervenções como esta dos Doutores da Esperança acabam resultando numa melhor recuperação. Se o paciente está mais relaxado, a sobrecarga cardíaca diminui e ele precisa de menos drogas. Fica mais confiante e mais colaborativo”.

O perfil dos doentes cardíacos é bem amplo e inclui pessoas de todas as idades. “Antigamente a doença cardíaca era mais comum entre os homens mais velhos mas isso está mudando. Pessoas jovens estão aparecendo com problemas no coração. É uma transição epidemiológica que o Brasil está atravessando e que tem despertado uma série de políticas de atendimento”, diz Lucio.

As necessidades dos pacientes também variam e muitas vezes o Projeto acaba alcançando os familiares. “É comum que a família desconheça a patologia do doente; às vezes essa falta de informação faz com que as pessoas fantasiem uma situação muito mais grave do que ela é realmente. Aí entram os alunos do projeto, explicando e detalhando a doença e o tratamento. Esse esclarecimento para o paciente e sua família também faz parte do nosso trabalho”, aponta o professor.

O Hospital João de Freitas é filantrópico, tem 220 leitos e atualmente realiza cerca de 10 cirurgias cardíacas por dia.

(Asimp/Unopar)

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