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Em coletiva à imprensa, nesta sexta-feira (26), o reitor da Universidade Estadual de Maringá, Júlio Santiago Prates Filho, disse que a administração central está aberta à negociação com os alunos, mas exigiu que os manifestantes desocupem imediatamente a Reitoria, onde se encontram desta a tarde de quinta-feira (25). O reitor listou uma série de medidas adotadas pela universidade que atendem às reivindicações dos estudantes e disse que a UEM nunca se negou a negociar.

O reitor lembrou que, em reunião com representantes do Diretório Central dos Estudantes (DCE) no dia anterior à ocupação, apresentou respostas às principais reivindicações dos alunos – que mesmo assim levaram a proposta de ocupação para votação em assembleia.

Segundo Prates Filho ele, a atual administração vem fazendo inúmeros esforços para dar melhores condições aos estudantes. “Nesse sentido, implantamos, no início da gestão, em outubro do ano passado, uma assessoria de assistência estudantil, que está fomentando a criação de uma política de assistência estudantil dentro do governo do estado”, afirmou.

Prates Filho lembrou também que a UEM está construindo a Casa do Estudante, que servirá de moradia para os alunos. A primeira etapa das obras está em fase de conclusão, com investimento de cerca de R$ 1,1 milhão. A Universidade também investe cerca de R$ 2,5 milhões em bolsas de formação acadêmica, destinadas aos estudantes que precisam de complemento de renda.

RESTAURANTE – Com relação ao Restaurante Universitário, Prates Filho reconhece que as reivindicações são justas e diz que a administração vem se mobilizando para atendê-las. Além de um pedido de contratação de funcionários em estudo na Secretaria de Estado da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, está sendo encaminhada ao Conselho de Administração (CAD) uma proposta para isenção de taxas do RU para estudantes carentes. 

O reitor explicou que as refeições do RU são subsidiadas. A UEM destina anualmente cerca de R$ 600 mil para garantir refeições a custo baixo. O café da manhã custa R$ 0,50 e as refeições R$ 1,40 para mensalistas e R$ 1,60 para refeições avulsas. Funcionários pagam R$ 2,60.

A inclusão de uma opção vegetariana no cardápio do restaurante, solicitada pelos alunos, teria início, segundo o reitor, a partir de segunda-feira, a princípio duas vezes por semana. A inclusão dos outros dias dependeria da compra de novos equipamentos, que já foram licitados, e de ajustes na cozinha. 

O reitor também informou que está em andamento o projeto de construção do RU-II, com a participação de dois alunos bolsitas – um de Engenharia Civil e outro de Arquitetura. 

Para os campi regionais, a Reitoria informa que será apresentado ao CAD um modelo de edital para licitar fornecimento de "quentinhas", que seriam subsidiadas, com custo final para o estudante a preços semelhantes aos do RU. 

“No entanto, o processo tem que cumprir os trâmites legais e passar pela licitação”, justificou o reitor. Além disso, está em estudo a locação física para o funcionamento de refeitórios nos campi regionais. 

Prates Filho também admitiu a possibilidade de debater, nos Conselhos de Administração e Universitário , a cessão de espaços para reprografia e cantinas “Sou um gestor público e como tal tenho responsabilidades. Não posso trabalhar fora da legalidade, da ética, da moralidade e da transparência”, afirmou o reitor.

(AEN/PR)

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