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A reitora da Universidade Estadual de Londrina (UEL), Nádina Aparecida Moreno, informou aos membros do Conselho Universitário, em reunião realizada no último dia 29, que defende a manutenção do sistema de cotas por mais cinco anos. O atual sistema, em vigor desde 2005, estabeleceu a reserva de 40% das vagas dos cursos de graduação, ofertadas em concurso vestibular, para estudantes oriundos de escolas públicas; sendo que até metade destas vagas são reservadas a candidatos que se autodeclaram negros.

A revisão desta política será debatida e aprovada pelos 52 membros do Conselho Universitário, em reunião agendada para o dia 26 de agosto. Este procedimento já era previsto pela resolução 78/2004, que institui em seu artigo 4º a reserva de vagas pelo período de sete anos letivos, de 2005 a 2011.

Na reunião de hoje, os conselheiros aprovaram por unanimidade o relatório final da comissão que operacionalizou, desde março deste ano, diversas atividades relacionadas à discussão, debates e encaminhamentos ligados à política de cotas na Universidade. As propostas da comunidade universitária (enviadas por meio de seus representantes no Conselho Universitário) sobre o tema, para serem apreciadas na próxima reunião do Conselho, deverão ser encaminhadas à Pró-Reitoria de Graduação (Prograd) até 15 de agosto.

"Gostaríamos que todos os estudantes chegassem aos nossos vestibulares em iguais condições de preparo e competição, mas isto infelizmente ainda não é possível em nosso País. Por isto, nossa administração defende a prorrogação do sistema de cotas por mais cinco anos. Ao fim deste ciclo de 12 anos, teremos melhores condições de avaliação do sistema, dos pontos de vista quantitativo e qualitativo", comentou a reitora Nádina Moreno. Ela explicou que não havia explicitado anteriormente a posição desta administração para não influenciar e nem pressionar os diferentes setores da comunidade universitária, que desde março debatem o sistema de cotas.

A reitora ressaltou aos conselheiros que o sistema de cotas será inserido na tradição de políticas e ações que a UEL tem desenvolvido ao longo dos 40 anos de sua existência, citando como exemplos a moradia estudantil, a oferta de bolsas para alunos de baixa renda, e o curso pré-vestibular gratuito.

A vice-reitora, Berenice Quinzani Jordão, também falou durante a reunião do Conselho Universitário em defesa da necessidade de prorrogação do sistema de cotas. "A UEL foi pioneira na implantação do sistema de cotas no Paraná e no Brasil, e os resultados dele tem sido bastante positivos. Paralelamente, nossa Universidade também tem tido a coragem de debater e implementar outras ações e políticas inovadoras e inclusivas que respondam às demandas da sociedade. Este é um dos papéis de uma instituição pública preocupada em interferir nos rumos da sociedade e do país. A UEL está fazendo a sua parte", afirmou Berenice Jordão. 

(Agência UEL)

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