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Apenas 11% dos alunos sabem matemática ao fim do ensino médio público, de acordo com o anuário do movimento “Todos Pela Educação”. A meta, no entanto, é que 70% dos alunos tenham aprendido o adequado para a sua série. O lançamento do anuário aconteceu no último dia 9, na Comissão de Educação e Cultura da Câmara dos Deputados.

Formulado pelo movimento “Todos Pela Educação” – que congrega sociedade civil organizada, educadores e gestores públicos em torno do direito à educação básica de qualidade –, o anuário é um panorama do setor, com compilação de análises e dos dados oficiais mais recentes. De acordo com o Todos pela Educação, para que a educação do Brasil atinja o patamar dos países desenvolvidos até 2022, a meta é que 70% ou mais dos alunos tenham aprendido o que é adequado para a sua série em cada disciplina. “Mesmo nos estados mais ricos e com investimento maior em educação, o nível de aprendizagem dos estudantes brasileiros é baixo, principalmente no ensino médio e especialmente em matemática”, aponta a diretora-executiva do movimento, Priscilla Cruz.

No entanto, o estudo destaca, como positivo, o dado de que mais jovens têm se formado no ensino médio. Em 2009, o percentual de jovens de 19 anos que concluíram o ensino médio era de 50,9%; em 2003, esse percentual era de apenas 43,1%. O presidente da Frente Parlamentar da Educação do Congresso Nacional e membro da Comissão de Educação da Câmara, deputado Alex Canziani (PTB-PR), reconhece que a educação melhorou, mas a passos lentos. “A nossa educação realmente vem melhorando, mas temos muito ainda que avançar para atingirmos as metas até 2022. Essa evolução ainda é lenta. O diagnóstico do Todos Pela Educação é grave e, portanto, preocupante”, salienta o deputado da educação. “Uma das medidas mais urgentes é capacitar e remunerar melhor nossos professores. Precisamos valorizar nossos docentes. Os nossos alunos precisam de mais tempo nas salas de aula. Todo o jovem até dezessete anos tem que ter concluído o ensino médio e sair da escola tendo aprendido todo o conteúdo necessário para que ele possa ingressar numa universidade, que irá prepará-lo para o mercado de trabalho”, destaca o parlamentar paranaense.

Outro dado relevante contido no anuário é a desigualdade educacional no Brasil. Um exemplo dessa desigualdade é o próprio percentual de jovens de 19 anos que concluíram o ensino médio público. Se na região Norte essa taxa era de 39,1% em 2009, na Região Sudeste o percentual era de 60,5%.

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