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Alunos do curso de Direito do campus de Arapongas fazem visita técnica à unidade prisional e, em parceria com o Projeto Biblos, oficializam a entrega dos livros, contribuindo para a ressocialização dos presos

Aliar os ensinamentos teóricos ao que acontece na realidade do Direito Penal; de outro modo, os presos da Penitenciária Industrial de Guarapuava (PIG), com uma biblioteca de qualidade, contam com possibilidades e estímulos maiores para se integrarem no processo de ressocialização. Hoje , dia 10 de abril, alunos e professores do curso de Direito da Unopar, campus de Arapongas, farão uma visita técnica à unidade para conhecerem o sistema prisional de cumprimento de penas e também oficializar a entrega de mais de 2 mil livros que reforçarão o acervo já existente.

A iniciativa é uma parceria com o Projeto Biblos, da Unopar, que tem o objetivo de montar ou equipar bibliotecas em instituições como escolas, centros de educação infantil, associações comunitárias, entre outras. O Biblos já criou e ampliou, desde maio de 1999, 43 bibliotecas, totalizando 207.200 exemplares.

Os exemplares destinados à PIG foram arrecadados junto aos alunos do curso de Direito da Unopar em Arapongas, com a contribuição da Biblioteca Pública do município e doações feitas diretamente ao Projeto Biblos.

Para o coordenador do curso de Direito de Arapongas, professor Oscar Ivan Prux, essa ação dos alunos e do projeto Biblos é muito importante, principalmente neste momento em que trabalho e estudo são formas dos presos remirem dias de pena e, após o cumprimento dela, estarem preparados para voltarem a se integrar a sociedade.

“Hoje, a cada três dias de trabalho e estudo o preso diminui um dia na pena que deve cumprir. Inclusive, o Governo do Estado do Paraná pretende colocar ou reequipar bibliotecas em todas as penitenciárias. E até já existe um projeto que prevê que o preso que ler um livro e apresentar uma resenha avaliada e aprovada por professores, comprovando ter aumentado seu conhecimento, poderá diminuir a sua pena”, afirma o professor.

“O preso que se qualifica tem mais condições de ressocialização”, lembra o professor Prux. E, neste objetivo, o Projeto Biblos cumpre sua função social de estimular a leitura, já que o brasileiro lê muito pouco. “Se os brasileiros lêem em média quatro livros, entre os presos, o índice de leitura é muito mais baixo, fazendo falta em termos de conhecimento e qualificação”, ressalta.

Escola Itinerante

A última ação do Projeto Biblos foi realizada no dia 22 de março, com a ampliação do acervo da Biblioteca na Escola Estadual Itinerante Maria Aparecida Rosignol Franciosi - Assentamento Eli-Vive, Distrito de Lerroville, em Londrina. Foram doados 1.050 exemplares selecionados especialmente para os 377 educandos. São livros didáticos, de literatura infanto-juvenil, enciclopédias, dicionários, revistas, entre outros

O professor Joaquim de Medeiros Neto, Coordenador do Projeto Biblos, destaca que a abertura das unidades só é possível através da colaboração dos parceiros. Neste caso, foram a Unopar, a Escola Berlaar Santa Maria, a Escola Estadual Hugo Simas e a Escola Estadual Itinerante Maria Aparecida Rosignol Franciosi.

 “A Escola Estadual Itinerante é diferente das demais escolas, pois nasceu das necessidades e da luta dos acampados, especialmente das crianças. Possui uma Proposta Pedagógica específica e diferenciada, respeitando a flexibilização e o tempo de cada aluno na construção do seu conhecimento.

Agora, com a colaboração de nossos parceiros, temos a biblioteca ampliada e, portanto, com mais recursos para os educandos e seus formadores, destaca o professor Medeiros Neto. Segundo ele, a festa de inauguração foi “bem simples, mas bonita e bem participativa”.

(Aurélio Albano/Asimp/Unopar)

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