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Falta exatamente um mês para o Natal e, como todos os anos, a época traz muitas reflexões sobre o que se passou e quais as melhores formas de iniciar o próximo ano. Por isso, para trazer uma palavra de paz, esperança e incentivo para a data comemorativa, gostaríamos de compartilhar com você um depoimento especial de Natal, de Marvin Williams.

No verão de 2010, lembrei-me novamente da cura e reconciliação que Jesus trouxe à Terra por meio do Seu nascimento, morte e ressurreição. Estudamos o livro de Malaquias — o último do Antigo Testamento. A série foi intitulada Reiniciar e focamos em redefinir a adoração, o casamento e a justiça. A última mensagem abordou o recomeço da injustiça no mundo, começando com o enfrentamento e o ressurgimento da injustiça em nosso coração.

Depois do culto matinal, um homem se aproximou de mim no auditório e me pediu para perdoá-lo. Imediatamente, minha mente começou a filtrar as interações que eu tivera com ele, tentando lembrar-me se tinha dito ou feito algo para ofendê-lo. Nada me veio à mente, e perguntei: “O que eu lhe fiz?” Ele me disse que eu não tinha feito nada para ofendê-lo, mas que ele tinha abrigado algo em seu coração.

“Quando você foi apresentado como candidato para ser o pastor sênior, eu não votei em você.” O comentário dele não me foi uma grande revelação. “Tenho certeza de que várias pessoas não votaram em mim.” Raramente os indivíduos recebem 100% de aprovação; isso faz parte da escolha de um cargo ministerial. No entanto, abalou-me o que ele disse a seguir: “Você precisa saber por que eu não votei em você. Por causa das minhas experiências no passado, eu tinha desenvolvido ódio e sentimentos racistas contra os negros. Então, não votei em você por você ser negro. Com lágrimas rolando em sua face, ele me disse: “Por favor, perdoe-me!”.

Sem perceber a relevância desse pedido, disse-lhe casualmente que isso não era um problema. Ele agarrou meus ombros e olhou-me nos olhos dizendo: “Ouça! Você não me entendeu, não é? Eu realmente preciso que você me perdoe porque não quero que o lixo do racismo e do preconceito respingue na vida do meu filho. Não votei em você por causa da cor da sua pele, e eu estava errado. No último ano, Deus usou você e sua pregação para impactar a minha vida”.

Eu o perdoei, e nos abraçamos por um bom tempo, chorando nos braços um do outro. Na semana seguinte, quando encerramos a série de estudos, as pessoas compartilharam sobre como isso tinha impactado a vida delas. O homem que tinha se aproximado de mim na semana anterior levantou-se e compartilhou com a congregação o que havia compartilhado comigo. A congregação colocou-se em pé e, inesperadamente, bateu palmas e assobiou em celebração. Jesus estava quebrando uma parede e criando a unidade em

Seu corpo.

Dois mil anos antes, o mesmo Cristo — nascido de uma virgem, teve vida perfeita, morte redentora e ressuscitou — quebrando o muro entre judeus e gentios, que os havia separado por anos. Essa barreira não era física, mas espiritual. A amargura mútua e a hostilidade religiosa tinham feito a separação entre os judeus e os gentios. “Eu realmente preciso que você me perdoe porque não quero que o lixo do racismo…respingue na vida do meu filho.”

Mas, por meio da encarnação de Jesus, da vida sem pecado, do corpo despedaçado e da morte redentora, Ele quebrou aquela divisão, tornando possível que os judeus e gentios tivessem paz com Deus e uns com os outros (COLOSSENSES 3:11; GÁLATAS 3:28). Eles experimentaram a paz, a amizade harmoniosa com Deus e a de uns com os outros, no Corpo de Jesus, a Igreja.

Cristo veio ao mundo para extinguir a nossa hostilidade contra Deus e a de uns contra os outros. Das antigas hostilidades, Jesus criou um novo povo unificado por meio da Sua encarnação, morte e ressurreição (JOÃO 17:20-21). Jesus não somente trouxe paz aos indivíduos e entre as pessoas: o próprio Cristo tornou-se a nossa paz. Isaías profetizou a vinda do Príncipe da Paz (ISAÍAS 9:6). A paz entre Deus e nós exige a fé em Jesus.

Dois mil anos depois, o Rei ainda está destruindo as barreiras que nos separam, convidando-nos para a unidade em Seu corpo. Em outro exemplo, Jesus fez algo poderoso numa conferência, assim como já tinha feito séculos antes entre os judeus e gentios. Certa noite, estudantes da China, de Taiwan e de Hong Kong se reuniram num salão de festas para adorar e refletir. As divisões históricas que separavam esses estudantes eram como paredes que representavam a animosidade que cada um tinha em relação ao outro. Esses jovens achavam que era melhor adorar com seu “próprio povo”.

Enquanto oravam, os estudantes chineses sentiram que Deus lhes pedia para convidar os jovens dos outros países para adorarem juntos. Os estudantes de Taiwan e de Hong Kong aceitaram o convite, removeram as barreiras e se juntaram aos estudantes chineses para um momento de intensa adoração. Naquele momento, as paredes foram literalmente removidas, e esses jovens estudantes experimentaram a unidade do Espírito em sua adoração.

Jesus ainda está trazendo paz e quebrando as barreiras que nos separam. O Natal nos lembra que Cristo veio trazer-nos a Sua paz — o tipo de paz que restaura o nosso relacionamento com Deus e uns com os outros. Em Jesus, todas as diferenças culturais, animosidades e ódios são reconciliados.

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Lana Carvalho/Asimp

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