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Existem muitas dúvidas entre os cristãos a respeito da RCC (Renovação Carismática Católica). São perguntas do tipo: “O que é o batismo no Espírito Santo? Existem dois Batismos? Eu já recebi o sacramento do Batismo, para que receber esse?”. São questionamentos que nem sempre sabemos responder ou embasar e, muitas vezes, usamos explicações pessoais que não convencem e caímos no descrédito.

O Manual de Dogmática organizado por Theodor Schneider se apoia nos escritos do Evangelista Lucas para explicar essa realidade do batismo no Espírito Santọ: “No que diz respeito ao relacionamento entre batismo e recebimento do Espírito, já ficou claro que, para Lucas, o decisivo é a repleção com o Espírito Santo. Após “Pentecostes” isso lhe parece estar normalmente associado ao batismo, sem que se possa perceber uma correlação inequívoca nesta questão: o batismo pode preceder o recebimento do Espírito (Atos 2,38; 19,2) e inversamente (10,44-48); ambas as coisas podem ocorrer imediatamente uma após a outra ou juntas (9,17s.), ou então com certa distância temporal (8,14-17). O recebimento com o Espírito e o batismo estão direcionados para a incorporação na comunidade; portanto, o batismo do Espírito e o batismo com água não podem ser jogados um contra o outro” (p. 434).

Qual a diferença entre os bastimos com água e com o Espírito Santo?

Dessa forma, os “dois batismos” estão relacionados com a incorporação e atuação dos membros da Igreja, um não está contra o outro. Sendo que, o batismo no Espírito Santo não é um sacramento. Por isso, a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil – CNBB aconselha o uso da linguagem “efusão do Espírito”, para não haver dúvidas ou ambiguidade, realçando a essencialidade do sacramento. Enquanto cabe ao batismo no Espírito o ato de robustecer o homem interior (cf. Ef 3,16).

O sacramento do batismo faz parte da iniciação cristã (cf. CIC 1212), dessa maneira, não encerra nem finaliza a atuação do Espírito Santo em nossa vida. “O apelo à plenitude da vida cristã e à perfeição da caridade se dirige a todos os fiéis cristãos” (Lumen Gentium, 40). Eis aqui o nosso foco: a plenitude da vida no Espírito! Por isso, devemos dar continuidade a Pentecostes.

“Assim, o Espírito é a força determinante na condução da Igreja (cf. Atos 5,1-11; 15,28) e, particularmente, em sua atuação missionária (cf. 9,17; 13,4; 16,6s.; 20,22s.; 21,11; 28,22), e Lucas constata de maneira sumária que a Igreja ‘crescia pela ajuda do Espírito Santo’ (9,31c)” (p.435).

¹SCHNEIDER, Theodor. Manual de Dogmática. Trad. Ilson kayser, Luís Marcos Sander, Walter Schlupp. 4.ed. – Petrópolis, RJ: Vozes, 2012.banner_espiritualidade

Rafael Vitto, natural da cidade de Cuiabá (MT), é membro da Comunidade Canção Nova desde 2015. Hoje, ele é seminarista e estudante da curso de Filosofia na Faculdade Canção Nova.

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