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Filhos e filhas,

Nós poderíamos perguntar: qual a identidade de um católico? Em nossa vida civil, o que nos identifica como cidadãos é a nossa Carteira de Identidade, popularmente conhecida como RG, além do CPF. Onde quer que vamos, é o primeiro documento solicitado.

E como católicos, qual é a nossa identidade? Alguns podem pensar que é a devoção à Nossa Senhora. Errado! Isso é consequência. De fato, temos devoção a Nossa Senhora e a consideramos como nossa Mãe e intercessora junto a Jesus. Neste mês dedicado a ela, a Mãe de todas as mães, lembramos que amor a Nossa Senhora é algo que caminha conosco, mas não é a nossa identidade.

Nossa identidade de católicos é a Santíssima Trindade. Nenhum católico começa uma oração, uma espiritualidade, uma adoração ou a Santa Missa sem invocar a Santíssima Trindade: Pai, Filho e Espírito Santo, fazendo o sinal da Cruz.

Não entendo como alguém pode negar a existência da Santíssima Trindade, sendo Jesus foi muito claro: “Portanto, vão e façam com que todos os povos se tornem meus discípulos, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo, e ensinando-os a observar tudo o que ordenei a vocês. Eis que eu estarei com vocês todos os dias, até o fim do mundo” (Mateus 28,19-20).

Pois bem, é bíblico! Tanto que em nosso Batismo, seja por imersão, como era antigamente, ou como nós fazemos hoje, por ablução – que consiste em derramar um pouco de água sobre a cabeça da criança ou do catequizando candidato ao Batismo –, o fazemos não em nome só de Jesus ou só do Espírito Santo. Um Batismo assim não seria válido. Batizamos seguindo o que nos pede Jesus: “Em Nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo”. Logo, nossa identidade não foi tirada do nada.

Não é fácil compreender o mistério da Santíssima Trindade. Porém, não podemos deixar de buscar e podemos aprender com Santo Agostinho, que assim se expressou em um de seus sermões: “Sabeis, irmãos, que naquela invisível e incorruptível Trindade, que nossa fé retém e que a Igreja Católica prega, Deus Pai não é “Pai” do Espírito Santo, mas do Filho; e Deus Filho não é “Filho” do Espírito Santo, mas do Pai; enfim, Deus Espírito Santo não é “Espírito” apenas do Pai nem apenas do Filho, mas do Pai e do Filho. E que essa Trindade, embora mantida a propriedade e a subsistência de cada uma das pessoas, não congrega três deuses, mas, em razão de sua única e inseparável essência ou natureza de eternidade, verdade e bondade, é o único Deus” e finaliza o grande Doutor da Igreja: “O Pai é, portanto, origem veraz para o Filho verdade; o Filho é a verdade nascida do Pai veraz; e o Espírito Santo é a bondade derramada pelo Pai bom e pelo Filho bom; comum aos três é a igual divindade e a inseparável unidade”. (Trechos do Sermão 71,12, 18. Trad. de Luciano Rouanet, oar)

Nós precisamos da Santíssima Trindade. Precisamos para a criação, precisamos para a nossa redenção, pois sem Jesus nós terminaríamos no cemitério. E precisamos do Espírito Santo para nos santificar, porque nós somos teimosos e fracos. Precisamos, em nossas vidas, dessas ações de Deus que é Uno e Trino.

Portanto, celebrar a Santíssima Trindade é celebrar o Pai Criador, o Filho Redentor e o Espírito santificador. Nós somos convidados a clamar: “Pai, eu fui criado, e recriado pela graça da redenção do Teu Filho. Eu creio nisso, mas preciso mais, então dai-me o Teu Espírito Santificador. Dá-me o Teu Espírito consolador, que vem em auxílio das minhas fraquezas. Aquele que vem me defender do mal. Aquele que vem afugentar o Inimigo. Vem Espírito Santo, vem com Seu poder”.

Termino dizendo que negar a doutrina da Santíssima Trindade é rejeitar todo plano de Deus, para nossa redenção e salvação.

“Que a graça do Senhor Jesus Cristo, o amor de Deus e a comunhão do Espírito Santo estejam com todos vocês”. (1Cor 13,13)

Padre Reginaldo Manzotti

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