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Filhos e filhas,

Já estamos nos aproximando do último final de semana do ano litúrgico, quando celebramos a festa litúrgica de Cristo Rei do Universo. Esta festa tem sentido escatológico, pois celebramos Jesus Cristo como Rei e Senhor de todo o Universo.

Esta festa existe para dizer que Nosso Senhor Jesus Cristo é maior que qualquer autoridade no mundo civil. Portanto, para nós, precisa ser maior que todos os valores que podem nos fazer perder o horizonte da eternidade.

Rei é uma palavra que significa poder, influência, domínio e esse título é dado a Jesus. Mas o que tem a ver um título desses com Ele? Lançar um olhar sobre a imagem de Cristo padecente na cruz, pobre, obediente, resignado e sobre a imagem de Cristo Rei é contrastante. Tiraram a coroa de espinhos e colocaram uma coroa do mundo, tiraram o cajado de pastor e colocaram um cetro de poder. Engano da Igreja? Não, Jesus é o Rei do Universo. Sua autoridade não se origina de um poder que oprime, mas do amor e do serviço.

Cristo é Rei na Cruz, é Rei glorificado. Ele conquistou a realeza pelo humilde serviço, assumindo nossa humanidade e se entregando na cruz para nos remir da maldição do pecado, como nos ensina São Paulo: “Sendo Ele de condição divina, não se prevaleceu de sua igualdade com Deus, mas aniquilou-se a si mesmo, assumindo a condição de escravo e assemelhando-se aos homens. E, sendo exteriormente reconhecido como homem, humilhou-se ainda mais, tornando-se obediente até a morte, e morte de cruz! Por isso, Deus o exaltou soberanamente e lhe outorgou o nome que está acima de todos os nomes, para que ao nome de Jesus se dobre todo joelho no Céu, na Terra e nos Infernos. E toda língua confesse, para a glória de Deus Pai, que Jesus Cristo é o Senhor” (Fl 2,6-11).

Não somos um povo errante. O mundo não está perdido, como muitos querem. É muito fácil falar em destino, em acaso, como se fôssemos seres à deriva. Nós temos que afirmar que somos o povo de Deus e temos um Rei, um Soberano: Jesus Cristo. Ele tem o mundo em Suas mãos. Ele tem a história e nossas vidas em Suas mãos.

Embora o reinado de Jesus já tenha sido conquistado na cruz e Ele tenha o cetro da eternidade, a coroa da imortalidade, Seu reino requer a concretização de cada um de nós. O reino de Jesus não está completo enquanto a humanidade não estiver voltada para Deus. É uma pequena dinâmica entre o “já” e o “ainda não”. O “já” são sinais, flashes de bondade, das maravilhas que vemos no mundo. O “ainda não” é o que o ser humano pode fazer de pior: as guerras, mortes, assassinatos, roubos.

A festa de “Cristo Rei” nos recorda que devemos permitir que Cristo reine em nossos corações e em nossas vidas, de lutarmos para que o Seu Reino seja instaurado desde agora no mundo. Por que não fazer o Reino de Deus acontecer no hoje da nossa história? Se cada um de nós mudarmos nossas consciências, nossa forma de ver as coisas, mudaremos o mundo. Proclamemos o senhorio de Jesus consentindo que Ele reine em nossas vidas, praticando o amor, o direito e a justiça.

Deus abençoe,

Padre Reginaldo Manzotti

#JornalUnião

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